Esta proposta, apresentada por uma associação sedeada na área de influência desta zona de pesca, foi objeto de parecer positivo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que considera tratar-se de uma zona com grande produtividade e biodiversidade, nomeadamente de ocorrência de esponjas e corais, organismos sujeitos a níveis elevados de proteção. O parecer do IPMA sublinha ainda que o uso de certas artes de pesca que contactam com o fundo marinho, podem levar à sua degradação e, por outro lado, provocar alterações nos ecossistemas tornando-os funcionalmente vulneráveis. O governo pretende assim assegurar o duplo objetivo de, por um lado, preservar os ecossistemas existentes e por outro melhorar a gestão da pesca, evitando o uso de artes com impactos nas comunidades biológicas de montes submarinos.
Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós
Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.



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