A exposição, que foi inaugurada no passado sábado, com a presença do mestre Rafael Bordallo Pinheiro, interpretado por José Ramalho, era “algo que há muito a comissão desejava realizar” e que “não deixa de estar no contexto daquilo que tem sido a luta da CPDLO na defesa da modernização da linha, mas também por mais e melhor material circulante, e informação automatizada”. Segundo o porta-voz da CPDLO, Rui Raposo, “alguns dos objetivos aquando da constituição da comissão ainda hoje não estão alcançados, nomeadamente, aquele que é fundamental, a modernização e requalificação da Linha do Oeste”. Além de fotografias e de equipamentos, a mostra também conta com uma réplica em escala de dois troços da Linha do Oeste, como a antiga estação da Serra do Bouro, que “já não existe” e ainda imagens que refletem as várias fases da “luta dura e difícil da comissão”. “O momento mais alto foi a 26 de julho de 2018 com a manifestação em frente ao Ministério do Planeamento e Infraestrutura, em Lisboa, numa altura em que estávamos num ponto extremamente crítico de funcionamento da linha”, referiu Rui Raposo. O responsável aproveitou a ocasião para relembrar que existem algumas “preocupações atuais”, no que diz respeito à execução do plano de eletrificação do troço ferroviário entre Mira Sintra-Meleças (Sintra) e Torres Vedras, que “já devia de estar no terreno e que continuamos à espera que a obra avance”. Em simultâneo também tem a preocupação com a “falta de abertura do concurso para a execução da obra do mesmo tipo entre Torres Vedras e Caldas da Rainha” e ainda com a renovação do material circulante, pois “estamos a entrar novamente numa fase em que não há nenhuma semana que não haja uma composição que fique parada a meio do caminho”. Nesse sentido “vamos continuar a lutar pela eletrificação de toda a Linha do Oeste e que a mesma seja de uma vez por todas requalificada”. No mesmo dia foi projetado o documentário “Linhas que nos unem”, realizado e produzido em 2011 por um conjunto de alunos da Escola Básica e Secundária Fernão do Pó, e que “tem uma atualidade extrema”. No âmbito da exposição também será promovido no dia 7 de março, pelas 15h00, uma sessão/debate, que terá por tema “Linha do Oeste: Que Futuro?”.





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