Ricardo Alves era um dos oito portugueses que regressavam ao país depois de duas semanas a trabalhar na construção e reparação de fornos industriais na região francesa de Francaltroff, a 28 de janeiro de 2018. Vinham numa carrinha que embateu na traseira de um camião, provocando o acidente um morto e sete feridos.
O jovem de Peniche sofreu um grave traumatismo crânio-encefálico e ficou paralisado do lado direito, tendo uma incapacidade de 97%. Tem vindo desde então a ser alvo de um programa de neuroreabilitação e de diversas terapias, estando internado numa clínica em Torres Vedras, que considera que foi atingido o patamar de tratamentos e que poderá ter alta para prosseguir o acompanhamento no domicílio, onde tem estado durante os fins de semana, registando melhoria comportamental e maior interação, apesar de não falar e de estar dependente para as atividades de vida diária.
“Está a fazer dois anos e queríamos que as seguradoras assumissem as obras na casa para trazer o Ricardo, porque é opinião dos médicos que ele melhora muito mais aqui do ponto de vista emocional, porque vem com um sorriso até às orelhas e na hora do regresso vai triste, e isso pode ajudar a continuação do trabalho das terapias”, manifestou o pai, Augusto Veríssimo.
São precisas obras no rés-do-chão e no primeiro andar da vivenda. “Na cozinha não conseguimos entrar com a cadeira de rodas, a porta é estreita. Ele tem de ficar num canto da sala e eu durmo no sofá para acompanhá-lo. Falta um acesso de elevador para o quarto dele no primeiro andar e adaptar a casa de banho, entre outras obras na cobertura da casa para deixá-la mais confortável”, descreveu o pai, adiantando que foi apresentado por um arquiteto um orçamento no valor de 77 mil euros.
“O meu filho era um mero passageiro e têm de se responsabilizar, porque nós também estamos a tentar fazer o melhor por ele e a dar-lhe uma atenção mais pessoal”, declarou a mãe, Ana Luísa.




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