oaquim Urbano, de 70 anos, feitos a 16 de outubro, aposentou-se. O médico anestesista licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em 1976, iniciou a sua atividade no CHO em 1992. Exerceu funções de grande relevância institucional, das quais se destacam nos anos mais recentes a direção do departamento de Anestesiologia e do Serviço de Anestesiologia da unidade das Caldas da Rainha, a coordenação da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) dasCaldas da Rainha, a direção do Internato Médico e a direção do Serviço de Urgência. Foi também, num passado mais longínquo, diretor clínico do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha. É ainda presidente da Liga dos Amigos do Hospital das Caldas, o que revela a sua apetência para fazer o bem aos respetivos utentes e contribuir para o incremento da humanização hospitalar. Aos médicos, enfermeiros e funcionários do CHO juntaram-se outros amigos que Joaquim Urbano foi fazendo ao longo da vida, nas diversas atividades a que esteve (ou está) ligado. Nos discursos, os presentes foram unânimes em destacar a sua simplicidade e bondade, numa vida devotada à medicina. António Curado, diretor do serviço de Gastrenterologia do CHO, disse que se lembra da sua chegada e dos cumprimentos sempre afáveis. “O Hospital era também a sua casa, tantas eram as horas, dias e noites que lá passava”, sublinhou. “No hospital foi ator e realizador, foi operário e foi executivo, foi soldado e foi general. Sempre disponível”, referiu o médico. A VMER das Caldas iniciou funções em 2002 e Joaquim Urbano foi o fundador. “Sempre preocupado com a organização, com as escalas que preenchia laboriosamente conforme a disponibilidade de cada um e volta e meia lá avançava ele para preencher um espaço deixado a descoberto”, disse António Curado, adiantando que “não creio que haja, por esse país fora mais alguém que a dias de perfazer 70 anos ainda corria decidido para o socorro em veículos de emergência”. Aadministradora do CHO, ElsaBaião, reconheceu publicamente a sua “elevada capacidade profissional lealdade e dedicação demonstradas no exercício das exigentes funções que lhe foram cometidas”, deixando “um profundo agradecimento por tudo o que fez pela instituição, pelos utentes, pelos seus colegas e em última instancia, pelo Serviço Nacional de Saúde”. A cerimónia contou com a presença da vice-presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Maria João Domingos, que integrou a mesa principal, onde se sentaram o homenageado, a sua esposa, Alice, a sua filha, também Alice, e o seu neto Henrique. A autarca recordou a colaboração do médico anestesista no Conselho Geraldo Agrupamento de EscolasRaul Proença (onde a sua esposa foi docente), a sua sensibilização para a educação e a sua disponibilidade de levar para a escola ações de SuporteBásico de Vida. Mas sobretudo agradeceu a sua “bondade” e “dedicação durante cerca de 30 anos à comunidade caldense”. Joaquim Urbano retorquiu que se teve algum mérito foi porque teve sempre ao lado pessoas que o ajudaram e que “merecem tanto ou mais que eu serem homenageados”. Agradeceu à sua família e toda a equipa que trabalhou com ele. “Na VMER tinha a chamada equipa maravilhosa, na anestesia eramos poucos, mas bons”, disse o homenageado, pedindo um aplauso e distinção à médica anestesista, Dália Saramago, do CHO, que estava presente no evento e também se aposentou recentemente. Destacou também “os meus colegas que tiveram muita paciência para me aturar” e sublinhou a importância que António Curado teve no início da VMER. “Sempre tentei ser o mais assertivo e leal possível, pondo sempre em primeiro lugar os doentes”, salientou Joaquim Urbano, destacando ainda o pessoal da enfermagem, tanto da VMER como nos serviços hospitalares Agradeceu à comissão organizadora deste evento, aos enfermeiros Nuno Pedro e Júlio Branco e a Manuela Paula, da Liga dos Amigos do Hospital das Caldas. A cerimónia contou com a atuação do Grupo Coral e Musicalda Casa dePessoaldoHospitaldeCaldasda Rainha. Um grupo do bloco operatório também cantou uma música ao homenageado, em que a letra foi escrita pelo escritor, Obidense, Paulo Santos. Foi uma noite de emoções, amizade e festa, bem demonstrativas da justiça e oportunidade desta homenagem, que teve como objetivo agradecer a Joaquim Urbano por “tudo o que nos deu”.
Médico Joaquim Urbano reforma-se e é homenageado
13 de Novembro, 2019
Uma pessoa de enorme humanismo, inexcedível dedicação aos doentes, construtor de soluções e um exemplo a seguir, foram algumas das características atribuídas ao médico anestesista do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), Joaquim Urbano, que foi homenageado num jantar que decorreu no dia 8 de novembro, no foyer do CCC das Caldas da Rainha. A cerimónia juntou mais de 200 pessoas, na sua maioria profissionais da saúde, que não quiseram deixar de homenagear o colega, nascido em Sangalhos, mas que exerce a sua atividade profissional há 30 anos no hospital das Caldas da Rainha.
Joaquim Urbano foi homenageado num jantar que decorreu no foyer do CCC
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Os bombeiros das Caldas ofereceram-lhe um presente -

Joaquim Urbano cantou com o Grupo Coral e Musical da Casa de Pessoal do Hospital das Caldas -

O médico anestesista iniciou a sua atividade no CHO em 1992
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