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Produção de pera rocha com alguma quebra devido à estenfiliose

Marlene Sousa

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A produção de pera rocha deste ano, cuja colheita começou a 12 de agosto, arrancou com algumas quebras devido à estenfiliose, uma doença que está a afetar a qualidade da fruta, devendo ficar em 200 mil toneladas, muito pouco acima das 190 mil toneladas do ano passado, estimou a associação do sector.
Domingos dos Santos, presidente da Associação Nacional dos Produtores de Pera Rocha

“O setor não espera um aumento significativo de produção face à campanha de 2018, porque houve algumas quebras pela estenfiliose, portanto vai ser uma produção idêntica ao ano passado, com cerca de 200 mil toneladas”, disse ao JORNAL DAS CALDAS, Domingos dos Santos, presidente da Associação Nacional dos Produtores de pera Rocha (ANP), que representa o setor.

“A estenfiliose afetou os produtores mais a sul da região porque é uma zona mais húmida e depois como estamos com um verão atípico com pouca luz e muita humidade, isso pode ter alguma influência no que estava expectável, ou seja, o potencial de produção deste ano”, explicou.

Quanto à colheita, Domingos dos Santos diz que está dentro do que é o “período normal e em princípio a maioria das centrais já iniciou a apanha”.

Questionado na semana passada sobre a anunciada greve dos motoristas de matérias perigosas, o presidente da ANP disse que acredita que maioria dos produtores está preparada. “O problema são aquelas pessoas que vêm nas suas viaturas próprias para as colheitas que não tem capacidade para armazenamento e ao terceiro dia começam a ficar sem combustível e depois não podem vir”, apontou.

Depois existe a situação dos transportes das peras, que têm de ser “embaladas e vendidas para a grande distribuição”, adiantou o responsável.

Domingos dos Santos não tem dúvida que a greve “vai prejudicar”, dando conta que “na agricultura o que não se fazer hoje não se pode adiar, porque a colheita tem que ser feita num curto espaço de tempo e não permite haver erros”.

Quanto à exportação da pera rocha, considera que vai ser um ano idêntico ao passado ano, revelando que estão a ter alguns constrangimentos com mercados importantes como o do Brasil e Inglaterra. “No caso do Brasil, a situação económica tem sido bastante crítica, o que significa menos poder de compra das nossas peras e o mesmo acontece com a Inglaterra, com alguma apreensão de um Brexit sem controlo em que a fruta poderá lá chegar mais cara”, relatou.

A ANP está à procura de novos mercados e em novembro irá estar representada numa feira em Xangai para expor e apresentar a pera rocha ao mercado da China. “Estamos a tentar arranjar financiamento para esta promoção da pera rocha com o objetivo de começarmos a exportar para este mercado no próximo ano”, revelou Domingos dos Santos.

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