“Nada me move contra a prática desportiva do kitesurf, mas defender esta prática de forma massiva na Lagoa de Óbidos considero um perfeito disparate, na medida em que existem condicionantes que não estão a ser devidamente consideradas por quem defende esta ideia“, manifestou Pinto Machado.
No seu entender, “é preciso ter em conta que na Lagoa de Óbidos existem centenas de mariscadores e pescadores que diariamente ali vão buscar o seu sustento e das suas famílias. A prática do kitesurf naquele local coloca em risco a integridade física destes profissionais”.
Por outro lado, “a prática de kitesurf na Lagoa espanta as aves que lá existem e nidificam”, sustentou, defendendo que “é preciso criar um grupo de trabalho para discutir este tema, não esquecendo de convocar a Associação de Pescadores e Mariscadores Amigos da Lagoa de Óbidos, a Associação de Defesa do Paúl de Tornada, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e a Autoridade Marítima”.
Ainda recentemente o CDS de Caldas da Rainha em conjunto com os seus membros da Assembleia de Freguesia da Foz do Arelho, no colóquio “Pensar a Foz”, divulgaram a perspetiva do CDS sobre o turismo da Foz do Arelho, para quem “a elevação da freguesia a capital nacional do kitesurf é um objetivo, por atrair atletas de todo o mundo e complementar as ofertas de Peniche e Nazaré com as condições necessárias à prática de outro desporto náutico à superfície”. “À semelhança do surf é um desporto amigo do ambiente, caraterística bastante importante”, indicou Diogo Carvalho.



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