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Abandonada ideia de descida em tirolesa entre o Sítio da Nazaré e a praia

Francisco Gomes

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A instalação de uma zipline ou tirolesa, que iria permitir a descida entre o Sítio da Nazaré e a praia por cabo aéreo de aço, numa extensão de 1100 metros, já não vai ser executada, após a contestação do Movimento Cívico pela Defesa do Promontório da Nazaré, que defendeu que tal seria “uma afronta ao património natural e ambiental mais simbólico da Nazaré”, ao contrário do que sustentava Walter Chicharro, presidente da autarquia, para quem era “mais uma medida para a atração turística”.
Movimento Cívico pela Defesa do Promontório da Nazaré fez várias ações de protesto

Depois de uma luta de mais de oito meses contra a instalação, o Movimento viu a Câmara acabar por decidir não deixar a obra avançar.

Desde outubro do ano passado, data da formação deste movimento cívico, os elementos responsáveis pelo Movimento enviaram largas dezenas de cartas, promoveram reuniões com entidades oficiais de nível local e nacional, entidades científicas, associações, partidos políticos com assento parlamentar nacional e europeu, e elaboraram uma petição contra a zipline.

O Movimento elogiou a população, que se uniu “contra esse negócio da instalação de um elemento estranho à beleza natural e emblemática do nosso promontório”.

Apesar do desfecho, o Movimento garante que não esquece “o elevado investimento financeiro já feito e a fazer pela autarquia”. A CDU da Nazaré descreve que “para além dos enormes custos para o erário público com o desencadear deste processo, desde logo com os 25 mil euros para a elaboração do programa do concurso e caderno de encargos adjudicado a um escritório de advogados e mais 200 euros para pagamento de um parecer, faltará agora saber os custos a pagar pelo encerramento deste inquinado processo que nunca deveria ter começado”.

O concurso público para a implantação do projeto foi lançado em novembro do ano passado e previa concessionar a tirolesa uma empresa privada, por um período de 20 ou de 25 anos.

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