Em termos básicos, uma corrida de Drag é uma competição de aceleração entre dois veículos a partir de uma partida parada sobre um percurso reto. O padrão aceite para essa distância é um quarto de milha (402 metros) ou uma oitava milha (201 metros), o que permite ao espetador ver o início e o fim. A competição é iniciada por meio de um dispositivo eletrónico. Ao sair da linha de partida, cada concorrente ativa um temporizador, que é, por sua vez, parado quando o mesmo veículo atinge a linha de chegada.
O veículo perdedor em cada corrida é eliminado enquanto os pilotos vencedores progridem em provas sucessivas de competição. Esta série de corridas continua até que seja declarado um vencedor.
Segundo o processo de homologação que está a decorrer, as provas só poderão ter lugar em pistas permanentes, na via pública ou em recintos privados, autorizados pelas entidades oficiais (Câmara Municipal, GNR ou PSP), desde que certificados pela FPAK ou pela Federação Internacional de Autombilismo (FIA).
Todos os pilotos têm de ser titulares de licença desportiva e encontram-se impedidos de participar em provas ditas piratas.
Tirar um certo rótulo de ilegalidade (o Drag Racing nasce das corridas de arranques ilegais), tornando a modalidade com “direitos e obrigações” para os pilotos, é o que motiva a FPAK, que anda fazer sessões de esclarecimento pelo país, tendo o segundo encontro com alguns amantes deste desporto acontecido na noite da passada sexta-feira, no auditório da Expoeste, nas Caldas da Rainha.
Paulo Magalhães, coordenador desportivo da FPAK, disse que o desafio é “muito ambicioso” e assente em “padrões de segurança”, que a médio prazo poderão permitir a participação dos pilotos em provas internacionais.
Havia uma série de promotores dispersos pelo país e cada um fazia à sua maneira. A ideia é “tirar esta atividade das ruas, regulamentar e certificar os processos, para termos um desporto com as mesmas regras e justo para todos”, sem prejuízo do “entretenimento de quem está a competir e a ver”.
A FPAK prepara para já o Open Portugal Drag Racing, com quatro provas, a primeira das quais em Braga, a 10 de agosto. “Será a primeira prova federada em Portugal”, relatou Marta Neves, responsável pelo evento. A meta, no futuro, é a realização de um campeonato.
O grupo 402 clube de Portugal-Drag Racing, formado este mês nas Caldas da Rainha, está entusiasmado. “Temos experiência de quinze anos na promoção de eventos fora da alçada da FPAK, mas achamos que é de se aproveitar a oportunidade dada para regulamentar a modalidade”, manifestou Pedro Costa, presidente do clube caldense, que aponta as vantagens: “Criar melhores condições para os participantes e para o público, e alcançar a verdade desportiva que faltava”.
“Ainda há pilotos que estão reticentes, sobretudo com os custos, mas outros querem avançar”, admitiu Pedro Costa, tendo Paulo Magalhães assegurado que “os custos não vão ser assustadores” perante a possibilidade dos pilotos terem maior projeção e conseguirem melhores patrocinadores.
Caldas da Rainha poderá vir a acolher uma prova federada. O único obstáculo é não ter uma pista com condições apropriadas, embora se possa adaptar uma via pública para o efeito, desde que as condições de segurança e de circulação estejam garantidas.




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