Lismare Couto tem 48 anos e quer sair da Venezuela, país onde nasceu depois do pai para ali ter emigrado. Quer vir para Portugal, onde tem família na aldeia do Campo. A lusodescendente tenciona sair do território, onde se vive uma complexa crise política, económica e social. Para isso precisa de três mil euros, o dinheiro das passagens aéreas para ela e para os filhos, de 8 e 18 anos.
Pediu ajuda à sua família natural do Campo e foi correspondida com um movimento espontâneo da comunidade, que organizou um evento solidário que consistiu numa caminhada, com donativo livre, e um almoço na Associação Cultural e Recreativa, que juntou cerca de 300 pessoas. A cantora Rebeca, natural do Campo e prima de Lismare, fez na tarde do passado domingo uma atuação solidária, após o almoço.
“Ainda não temos as contas finais apuradas, abatidos os gastos, mas julgamos que temos o dinheiro para os bilhetes”, revelou ao JORNAL DAS CALDAS Luísa Dinis, prima de Lismare, adiantando que ia ser aberta uma conta solidária para quem quiser ajudar com mais algumas verbas que servirão para as despesas que a lusodescendente terá em Portugal.
Lismare e os filhos virão com visto turístico e depois, aproveitando as ajudas do governo português, terá de tratar da documentação para se fixar no país.



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