A colisão ocorreu pelas 11h00, na passagem de nível automática com avisos sonoros e luminosos. O veículo ficou destruído mas o condutor, um homem de 80 anos, sofreu apenas ferimentos ligeiros. A seu lado seguia a mulher, de 84 anos, que inicialmente foi apontada como ferida ligeira, mas depois os bombeiros acabaram por comunicar ao centro distrital de operações de socorro que devia ser considerada grave. É que por ter ficado presa na viatura, arrastada alguns metros, teve de ser desencarcerada e queixava-se de dores nas costas devido ao violento embate.
Nas operações de socorro participaram também as equipas da viatura médica de emergência e reanimação do Centro Hospitalar do Oeste e da ambulância de Suporte Imediato de Vida de Peniche. Os feridos foram transportados para a urgência do hospital das Caldas da Rainha.
Quanto aos passageiros que seguiam no comboio, cerca de vinte, não sofreram nada. Foram reencaminhados para a estação seguinte de táxi. A composição ferroviária seguiu viagem para serem posteriormente apurados os danos.
A circulação no local esteve cortada durante duas horas e meia. A GNR controlou o trânsito até as operações de recolha de elementos serem concluídas.
As causas do abalroamento ferroviário estão a ser apuradas pelo gabinete de investigação de acidentes ferroviários, mas tudo leva a crer que o carro não cumpriu a sinalização da passagem de nível. As barreiras automáticas ficaram partidas e tiveram ser substituídas. Foram também feitos testes para verificar o funcionamento dos avisos sonoros e luminosos, sem reparos.
Os idosos que seguiam na viatura, Leonel e Cesaltina Carvalho, agricultores reformados, circulavam na estrada que liga as localidades de Roliça e São Mamede, onde residem. Terão ido visitar uma familiar e regressavam a casa, quando aconteceu o acidente. A composição ferroviária ia parar no apeadeiro de São Mamede e já estava a abrandar. Mesmo assim não conseguiu evitar a colisão.



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