“Esta iniciativa pretendeu, além de sinalizar a efeméride juntos dos mais novos, incutir a cidadania, sentido de pertença e a necessidade de todos nós contribuirmos para um mundo melhor. Se hoje o perigo da construção de uma central nuclear parece estar afastado um outro perigo emerge, o plástico marinho. Os alunos da escola de Ferrel deram o seu contributo nesta importante batalha”, referiu a organização, a cargo da Patrimonium – Centro de Estudos e Defesa do Património da Região de Peniche e da Junta de Freguesia de Ferrel.
As associações ambientalistas locais Marmeu – Associação de Defesa do Ambiente, Surfrider Foundation Peniche e a Associação Arméria juntaram-se à realização desta atividade.
As celebrações prosseguiram no dia seguinte, no centro da vila de Ferrel, com a sessão solene de inauguração do marco histórico “A capital da luta contra o nuclear”.
No dia 17, no auditório da Associação Jardim Infantil de Ferrel, teve lugar o Congresso Internacional Energia e Ambiente, com o tema “O Nuclear e Transição Energética”.
Há 43 anos a população de Ferrel opôs-se ao projeto de instalação no local de uma central nuclear. Tratou-se do primeiro protesto popular antinuclear em Portugal, que ficou imortalizado numa música. Em “Rosalinda” Fausto canta: “…e em Ferrel, lá para Peniche, vão fazer uma central que para alguns é nuclear, mas para muitos é mortal”.
A contestação juntou centenas de pessoas e decorreu sem incidentes. A manifestação não teve o apoio de partidos políticos ou de associações ambientalistas. Foi genuinamente popular. Um “não” ao nuclear que se fez ouvir. A central de Ferrel nunca saiu do papel.








0 Comentários