“O carnaval aqui é uma coisa inexplicável. Não se explica, sente-se”, comentou a rainha da Ramona, um grupo que não desfilou e que abancou junto ao Centro Cultural animando a assistência com a sua alegria, ao mesmo tempo que assava febras, entremeadas e chouriços.
As Maltezas são o maior grupo e mostraram uma grande euforia. “Somos 700 mulheres”, indicaram ao JORNAL DAS CALDAS.
O próprio presidente da Câmara também se vestiu para desfilar. “Eu antes de ser presidente da Câmara já era folião e não vou deixar de ser só porque sou presidente de Câmara, portanto, estou a divertir-me, um pouco menos que antigamente porque a organização dos desfiles tira-me algum tempo mas não deixo de estar disponível para as noitadas, para os bailes, para os bares e para cantar as marchas de todos os grupos da Nazaré”, relatou Walter Chicharro, satisfeito com a moldura humana registada nesta localidade.
Mónica Piló e Henrique Maranhão foram os reis do carnaval, cujo lema aproveita uma expressão popular da terra – “Menes c’a ninguém”, que significa que os nazarenos não são menos importantes que as outras pessoas, são tão ou mais, como o seu carnaval.
As escolas foram as primeiras a apresentar a sua criatividade no dia 1 de março. O desfile das crianças que frequentam o pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico da rede pública do concelho teve início com os alunos do Centro Escolar de Valado dos Frades e do Centro Social. À tarde, realizaram-se os desfiles em Famalicão e na Nazaré.
No dia 2 saiu o desfile noturno, com a primeira apresentação dos carros alegóricos do ano e dos grupos inscritos. A marginal da Nazaré foi o palco desta festa. Nos dias 3 e 5 realizaram-se os desfiles diurnos. No dia 6 haverá a cerimónia de “Enterro do Santo Entrudo”.






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