Manifestação “Coletes amarelos” apenas juntou sete pessoas no Largo da Rainha

Francisco Gomes

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Teve fraca adesão a única manifestação oficial dos 'coletes amarelos' nas Caldas da Rainha, no Largo da Rainha, na passada sexta-feira. Sob vigilância policial, apenas compareceram sete pessoas com o símbolo da reivindicação pela redução de taxas e impostos, por reformas, pensões, subsídio de desemprego e salário mínimo com valores adequados, pela adoção imediata de medidas efetivas de combate à corrupção, entre outras exigências.
Poucos participantes na manifestação

O repto para esta concentração local foi lançado poucos dias antes e foi Fernanda Francisco quem na rede social Facebook tratou de criar o evento de divulgação, depois do contato com o MCAP – Movimento Coletes Amarelos Portugal e a comunicação e pedido de autorização à Câmara Municipal, que deu luz verde, condicionado a não ser perturbada a ordem pública.

“Após 70 anos de implementação dos direitos Humanos, ainda existem seres de 1ª, 2ª e 3ª classe. Chega! Vamos dizer basta ao sistema que usa e abusa do poder”, escreveu no convite público, elencando algumas reivindicações: Redução do preço dos combustíveis, aumento de reformas pois que não se vive com 260€ em Portugal, apoio financeiro para famílias cujo rendimento não cobre as despesas mensais, apoio financeiro aos deficientes, fim à isenção de impostos aos privilegiados, redução do IVA e IRS, urgente alteração de condições de trabalho para as forças policiais, pois que deles depende a segurança de todos nós, tempo de reforma igual para todos e saúde igual para todos”.

O largo da Rainha era o ponto de encontro a partir das sete horas da manhã. Após a concentração, a ideia era seguir pela Rua General Queirós até à Praça da Fruta, contornar para descer até ao Hospital Termal e regressar à rotunda da Rainha pela Rua de Camões.

Inspirados pela onda de manifestantes em França, os contestatários asseguravam ser um movimento pacífico apartidário.

A PSP, que acabou por aparecer com um contingente de efetivos maior do que o número de manifestantes, já havia antes difundido um apelo a todos para “respeitarem os princípios previstos na legislação em vigor que enquadra o direito de reunião e manifestação, respeitarem as instruções e ordens da PSP no quadro da segurança dos manifestantes e dos restantes cidadãos, e a terem em consideração os normativos em vigor que proíbem bloqueios de vias rodoviárias”.

Mas nas Caldas não houver qualquer problema nesse aspeto, dado o número reduzido de participantes. “Acho que as pessoas são muito acomodadas. Querem que aconteça, mas não agem. Tinha bastantes expetativas de ter umas cem pessoas. Colocámos cartazes nas cidades e divulgámos nas redes sociais. Afinal leva-me a acreditar que estão contentes”, desabafou Fernanda Francisco, que disse estar “entristecida”.

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