Em janeiro do ano passado, a via mais à direita da faixa de rodagem ficou vedada ao trânsito, até que em julho a circulação foi desviada para a faixa contrária, que está agora dividida em dois sentidos ao longo de cerca de um quilómetro.
As anomalias no troço do IP6 localizado na proximidade do viaduto de Olho Marinho, ao quilómetro 14, devem-se a diferentes caraterísticas do subsolo relativamente ao restante vale e foram sendo alvo de remendos pontuais desde há mais de seis anos, mas as fissuras que foram seladas voltaram a abrir e o piso abateu, originando fendas com mais de meio metro de profundidade e vinte centímetros de largura, autênticas crateras, atualmente não visíveis por estarem tapadas com plásticos.
“Estas faixas do lado direito estão cortadas porque temos fissuras e a estrada não pode ser usada”, comentou a líder do CDS, que até fez um direto para o facebook, para através da rede social sinalizar mais um ponto crítico a juntar à lista que integra a iniciativa promovida no sábado pelo partido em estradas nacionais, para os quais Assunção Cristas exige intervenções urgentes.
No vídeo, a dirigente partidária exibia um cartaz em que se podia ler que “esta estrada está um perigo” e endereçava “uma pergunta clara” ao primeiro-ministro: “Até quando António Costa?”.
“Este é um exemplo do estado das nossas infraestruturas e nós, CDS, de norte a sul do país, estamos a sinalizar estes pontos críticos. As obras são prometidas mas na verdade não acontecem. E há casos que ainda nem sequer estão identificados”, manifestou Assunção Cristas, acompanhada de elementos do partido na região.
“Fizemos perguntas no parlamento para não se poder dizer que não se sabia”, vincou, enfatizando que “este é o governo dos impostos máximos e do investimento mínimo, da carga fiscal máxima e dos serviços públicos mínimos, e a nós cabe-nos denunciar, pôr o dedo na ferida e mostrar que Portugal está por arames e isto tem de ser visto e resolvido”.
“País preso por arames” foi o nome dado à iniciativa do CDS, que as duas últimas semanas do ano, está a sinalizar estradas, pontes e ferrovias em risco e a necessitarem urgentemente de obras, de norte a sul do país.
O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, respondeu em comunicado: “O CDS, na ausência de uma agenda de propostas para o país, prossegue a sua tentativa de criação de um sentimento de medo e insegurança da população relativamente às infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, não tendo qualquer problema em recorrer à manipulação e mesmo à mentira”.
“Por exemplo, sobre o IP6, entre Óbidos e Peniche, visitado pela presidente do CDS, tem sido noticiado que foi desenvolvido um concurso público para a sua reparação. Tendo em conta a amplitude da obra, orçada em 3,5 milhões de euros, foi decidido lançar um concurso único para conceção e execução, o que permitirá uma maior rapidez ao desenvolvimento do projeto, devendo o contrato ser assinado nos próximos dias. Toda esta informação é do domínio público, pelo que o CDS não pode ir para o terreno afirmar que nada está a ser feito”, lê-se no comunicado.
As obras, segundo a Infraestruturas de Portugal, serão iniciadas no primeiro trimestre de 2019.





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