A primeira metade foi equilibrada, jogada mais com o músculo de com a cabeça. Duas equipas com rugby distinto. Os moitenses com alguma veterania e muita experiência procurando o jogo de avançados, os caldenses a privilegiar o seu tradicional jogo à mão a partir de conquistas nas fases estáticas.
Uma entrada algo tímida dos pelicanos e logo no primeiro minuto uma oportunidade para pontuar dos moitenses. O pontapé de penalidade, tentado aos postes, não foi concretizado.
Aos 15 minutos, o primeiro ensejo de pontuar foi concretizado pelos caldenses, através de pontapé de penalidade de “Tommy” Lamboglia.
Na segunda parte o ensaio chegou aos 47 minutos. Alinhamento conquistado, “moule” e entrada decidida do centro Gonçalo Silva, que finalizou entre os postes. Transformação sem dificuldade de “Tommy” Lamboglia.
Mantendo o ritmo os pelicanos chegaram aos 53 minutos a novo ensaio, de novo por Gonçalo Silva, fechando jogada à mão exemplar. Correspondeu ao mesmo nível o pontapé de “Tommy” Lamboglia.
Aos 56 minutos a saída, por lesão, do influente 2ª linha do Caldas – as condições do campo condicionaram a integridade física dos jogadores – travou o ascendente pelicano.
Aproveitaram os moitenses, e aos 60 minutos, aproveitando uma jogada de avançados nos dez metros, chegaram ao ensaio, ainda que em jogada precedida de “toque para a frente” não vislumbrada pelo árbitro.
Responderam os caldenses em bem delineada jogada com abertura para a entrada à ponta do nº 8 “Fili” Gil, que resultou, aos 64 minutos, em ensaio. O pontapé de transformação não resultou.
Com a vitória à vista o Caldas foi à procura do ensaio que lhe daria o ponto bónus ofensivo.
As oportunidades para tal foram várias, mas, ou por precipitação na finalização ou por uma opção de dar minutos de jogo ao banco pelicano – a possibilidade de novas lesões e a necessidade de garantir respostas para um campeonato longo e muito competitivo, o marcador não sofria alteração.
Quando aos 76 minutos um “amarelo” por faltas sucessivas aos moitenses não foi aproveitado pelos caldenses, que viram um dos seus avançados penalizado da mesma forma, logo de seguida, ditou o fim do jogo pelicano.
A equipa da Moita, na bola de jogo, chegou ao ensaio, que se aceita pela entrega que a formação visitada sempre teve durante a partida.
Resultado Final: RV Moita – 10 (2 E) / Caldas RC – 22 (3 E, 2 T, 1 P).
Vitória sem contestação do Caldas RC, melhor equipa em todos os aspetos do jogo.
No próximo sábado, o Caldas RC recebe, em casa, o CR Évora, para a 4ª jornada do CN da 1ª Divisão.
Alinharam pelo Caldas RC: Alexandre Vieira, André Pinheiro, Caetano Perez, Claúdio França, Cristiano Manuel, Diogo Vasconcelos, Filipe Gil (1E), Gonçalo Sampaio, Gonçalo Silva (2E), Leonardo Ferreira, Luís Carvalho, Luís Gaspar, Mariano Farias, Miguel Freitas, Nuno Tomaz, Oscar d’Amato, Ricardo Marques (Cap.), Rui Santos, Salvador Cambournac, Tiago Gaspar, Tomás Lamboglia (2T, 1P), Tomás Melo, Wilson Bento.
Treinador: Patrício Lamboglia; Diretor de Equipa: Francisco Azinheira; Fisioterapeuta: Érica Balseiro/Physioclem.




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