Na primeira parte da conferência dedicada ao património e à memória, Nunziatella Alessandrini, doutorada em História Moderna, mostrou a influência que algumas famílias italianas, nomeadamente a dos Lafetá, tiveram no desenvolvimento económico e social da região. Da mesma forma, Miguel Portela, que investiga a história da região, mostrou a importância dos Gambinos no Carvalhal setecentista. Já Rui Mesquita Mendes, historiador e investigador apresentou notas inéditas nascidas de uma visitação efetuada à Paróquia do Carvalhal em 1719. Para apresentar a história da família Sanches de Baena na Quinta dos Loridos esteve presente Nuno Sanches de Baena Ennes, descendente da referida família.
A segunda parte da conferência ficou reservada para temas relacionados com o desenvolvimento e cultura. Catarina Valença, doutorada em História de Arte Contemporânea abordou um tema importante para o desenvolvimento turístico: ‘A atratividade Turística de territórios periféricos baseada em recursos patrimoniais’. Por seu lado, Catarina Brito, historiadora e investigadora do CHAM da Universidade Nova falou sobre a interpretação da paisagem histórica de uma aldeia a partir dos caminhos e das suas linhas de água. Os caminhos de ferro não foram esquecidos e coube a Paolo Silvi e a Rosa Gomes, historiadora e quadro da CP mostrar a importância da ferrovia na região. O primeiro apresentou o modelo italiano de reutilização dos caminhos de ferro históricos para desenvolvimento dos territórios. A segunda focou a ação de António Montez, jornalista, escritor e ferroviário.
As Conferências do Carvalhal são uma iniciativa, nascida em 2015, pelas mãos de um grupo de entusiastas da freguesia, com o objetivo de aprofundar e valorizar o património da freguesia.




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