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Subsídio de 5100 euros aos forcados contestado pelos autarcas do PS

Francisco Gomes

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A atribuição de um subsídio camarário de 5100 euros ao Grupo de Forcados Amadores de Caldas da Rainha é contestada pelos vereadores do PS, que votaram contra a decisão, achando que o valor é desproporcionado em relação ao apoio prestado a outras associações, nomeadamente de cariz social.
Câmara justifica que subsídio permite continuação da atividade dos forcados

A deliberação foi tomada na reunião de 3 de setembro, com o PSD a viabilizar o subsídio geral referente ao ano de 2017. Os autarcas do PS, Luís Patacho e Jaime Neto, alegaram tratar-se de “uma manifesta desproporcionalidade quando comparado, por exemplo, com os valores atribuídos nesta mesma reunião a instituições particulares de solidariedade social, como a Associação de Desenvolvimento Social da Freguesia do Coto, o Centro de Apoio Social do Nadadouro, ou a Associação de Desenvolvimento Social de Salir do Porto, nos montantes, respetivamente, de 1020, 1040 e 1040 euros.

“São cinco vezes mais do que o subsídio àquelas IPSS. Não é compreensível, nem justificável, nem aceitável esta gritante diferença de valores”, declararam os socialistas.

Recentemente os vereadores do PS tinham votado contra a despesa de quatro mil euros na aquisição de 200 bilhetes para touradas, por entenderem ser “um montante despudoradamente excessivo e destituído de qualquer fundamento”, mas asseguram que a contestação ao subsídio aos forcados “nada tem contra a associação nem se trata de um qualquer patrocínio de causa anti-touradas”.

Os vereadores sublinham “a necessidade premente de um Regulamento Municipal de Subsídios Gerais Anuais a associações, conforme proposto na reunião de Câmara de 23 de outubro de 2017, por forma a se pôr fim à gritante falta de critérios que leva a desfasamentos de valores desta natureza”.

O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, explicou ao JORNAL DAS CALDAS que “o grupo de forcados está constituído em associação e tem direito a apoios”. O valor serve para “pagar os seguros, que são caros, e que lhes permitem continuar a atividade, senão desaparecem”.

“O grupo faz 25 anos e prossegue uma tradição cultural ligada às Caldas, que uns gostam e outros não”, manifestou, frisando que “Caldas da Rainha tem uma das mais antigas tradições do país no que à tauromaquia diz respeito”.

O autarca garantiu ainda que existem “normas que definem a atribuição dos subsídios às coletividades. Não é um regulamento pormenorizado, mas são critérios objetivos e transparentes”.

A autarquia também cede aos forcados um espaço, no topo da Praça da Fruta, que serve de sede. Segundo a Câmara, o Grupo de Forcados das Caldas da Rainha “leva o nome do concelho um pouco por todo o país e até a Espanha e França”.

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