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Bombeira de Rio Maior agredida foi assistida no hospital das Caldas

Francisco Gomes

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Uma bombeira de Rio Maior que foi agredida com murros, estaladas e empurrões enquanto prestava socorro num acidente de viação, no passado sábado à tarde, ficou com um hematoma na grelha costal e com escoriações na face, mostrando-se abalada psicologicamente com as ameaças que diz terem sido feitas pelos agressores, mas voltou no dia seguinte ao serviço na corporação, depois de ter sido assistida no hospital das Caldas da Rainha.
Agressão aconteceu próximo do quartel dos bombeiros de Rio Maior

A mulher, de 45 anos, coordenava o socorro num acidente a cerca de 200 metros do quartel dos bombeiros, envolvendo dois carros – um com duas mulheres e outro com um homem, todos com ferimentos ligeiros. Na altura em que estava a ser prestada assistência às vítimas, apareceram dois familiares das mulheres sinistradas e começaram a agredir o outro condutor.

Uma vez que a GNR não estava ainda presente, a bombeira tentou serenar os ânimos, mas acabou por ser agredida e ameaçada. Foi assistida no Centro de Saúde de Rio Maior e depois levada ao hospital de Santarém para raio X e avaliação. Não chegou a entrar no estabelecimento de saúde, por não estarem reunidas as condições de segurança, já que no mesmo hospital deram entrada as mulheres acidentadas cujos familiares agrediram a bombeira. Apesar do pedido de reforço policial, foi transportada para o hospital das Caldas da Rainha, onde foi observada.

“Esta é uma situação que vemos com alguma tristeza, porque a bombeira foi agredida por familiares de pessoas a quem foi socorrer voluntariamente”, manifestou Luís Coelho, segundo comandante dos bombeiros de Rio Maior.

Os agressores iam ser identificados pela GNR e por se tratar de crime público não carece de queixa, o que fará avançar o processo criminal.

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