Na noite de quarta-feira, 27 barcos que estavam na faina decidiram realizar uma ação de protesto: Suspender a pesca da sardinha e entrar no porto de Peniche com um grande buzinão.
A 21 de maio, data do início da pesca da sardinha, a quota máxima diária de captura foi fixada em 166 cabazes. No início de julho, a quota foi reduzida para 141 cabazes e, na quarta-feira, uma nova redução fixou a quantidade máxima de sardinha que cada barco pode descarregar em 126 cabazes.
Os armadores falam em limites traçados pela Comissão Europeia desfasados da realidade, apontando que há sardinha suficiente para ser pescada, não compreendendo a recomendação de suspender a captura em 2019.
Para agravar o mal-estar dos pescadores, as autoridades retiveram uma série de cabazes que excediam o peso médio (22,5 quilos), o que, quem anda no mar, argumenta ser algo normal e que não pode ser alvo de “perseguição sistemática”, à qual não foge sequer o direito dos tripulantes de levarem um “quinhão” de peixe para casa.
Em reunião com o secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, os armadores apresentaram as suas queixas.
Os pescadores regressaram a Peniche com a ideia de que se “pretende prolongar a pesca da sardinha pelo menos até ao final do mês de Setembro”.
Foi também assumido o compromisso que o novo despacho regulador da atividade da pesca da sardinha, que entrará em vigor a partir do próximo mês, irá clarificar os direitos e deveres, quer dos produtores, quer das entidades fiscalizadoras.
Os pescadores asseguram que vão estar atentos ao cumprimento destas medidas e após um dia de paralisação as traineiras voltaram ao mar na sexta-feira e foram suspensas novas ações de protesto.




0 Comentários