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Animais abandonados

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Segundo a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), no ano de 2017 mais de 40 mil cães e gatos foram recolhidos pelos serviços municipais em Portugal continental e nos Açores (a Madeira não foi citada). Essa informação reporta-se ao relatório anual preparado pelos Centros de Recolha Oficial. Desse número, apenas 16.144 foram adotados.

Infelizmente, esta é a época do ano onde se nota, com mais intensidade, o drama dos animais abandonados.

O ser humano não compreende que, ao adotar um animal está a levar para o seio familiar mais um membro. Portanto, deixá-lo na berma de uma estrada (aquando do início das férias, porque não tem quem cuide dele ou não quer gastar algum dinheiro com um alojamento decente, para “proteger o bicho”) é um ato de grande irresponsabilidade (ou de estupidez). Como cidadãos de bem, temos o dever de ajudar todos os seres vivos, ousando, naturalmente, colaborar para extinguir esse imperdoável problema nacional, que é o abandono animal.

Quem comete uma atrocidade dessas deveria passar por uma avaliação psiquiátrica. Já quem encontra um animal deve tomar algumas providências urgentes, entre elas: Reportar o caso às autoridades; se viu o abandono deve recolher o máximo de provas e informações acerca de quem cometeu o crime; deve reunir todas as testemunhas possíveis; deve recolher o animal, encaminhando-o para um local seguro (uma Família de Acolhimento Temporário, por exemplo).

Caldas da Rainha, felizmente, possui duas instituições (CRAAPA e Rede Leonardo) que laboram arduamente pela recolha, proteção e tentativa de adoção (por terceiros) da bicharada. Todas as pessoas que lá trabalham fazem-no voluntariamente, por amor aos animais.

Se, a consciência do ser humano fosse voltada ao “não-abandono”, com certeza, essas instituições não estariam tão sobrecarregadas de trabalho (e com tantas despesas).

A nível nacional, poderíamos investir em três medidas, urgentes, para a salvaguarda e proteção dos animais (os resultados, em poucos anos, saltariam à vista):

As escolas deveriam iniciar a conscientização de cada criança, explicando a importância do animal (seja ele de que espécie for) no núcleo familiar.

Aumentar a moldura penal para crimes perpetrados contra animais, refletindo-se numa multa realmente elevada e numa pena de prisão mais severa.

Por fim, creio que as autoridades devem criar um banco de dados, com informações acerca de todos os indivíduos que são apanhados em flagrante a abandonar animais. Esses elementos deveriam estar disponíveis (pela Internet), pois, assim, qualquer instituição, que tenha um animal para adoção, pode assegurar-se de que, esse mesmo animal, não será adotado por uma pessoa e/ou família com antecedentes no abandono.

Rui Calisto

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