De manhã foi inaugurada a exposição “Reviver Malhoa Entre Amigos”, de reservas de Malhoa e das doações da Liga ao Museu, na sala de exposições temporárias do Museu. Foi também inaugurada a exposição das obras concorrentes ao 1º Concurso de Pintura, promovido pela Liga com as Escolas de Belas Artes, patente no Museu, sendo entregue o prémio do concurso de pintura.
À tarde foi feita a entrega ao Museu de duas obras de José Malhoa que pertenceram à coleção de pintura do extinto Banco Espírito Santo (BES), na Sala Malhoa, onde permanecerão. Foi igualmente assinado o respetivo protocolo, pelo presidente do Novo Banco, António Ramalho, e pela diretora regional da Cultura do Centro, Celeste Amaro.
As obras agora cedidas são “Ao cair da Tarde”, um óleo sobre tela de 1881, e “Um colecionador”, óleo sobre cartão de 1888, e ficarão em exposição permanente no Museu José Malhoa.
A iniciativa insere-se no âmbito do projeto NB Cultura, criado com o compromisso de disponibilizar ao público o património cultural e artístico do Novo Banco, através de parcerias com entidades públicas e privadas, como universidades e museus, de âmbito nacional e regional.
O espólio artístico do Novo Banco deverá estar totalmente distribuído por museus de todo o país nos próximos dois anos, afirmou o presidente da instituição, que pretende, numa segunda fase, criar um roteiro de arte
“As 97 obras vão ser disponibilizadas a museus nacionais e regionais desde Tavira até Caminha”, divulgou António Ramalho. “A cedência é por cinco anos renováveis, mas o nosso objetivo é que o protocolo seja tão eterno como o banco”, disse José Ramalho à Lusa.
O diretor do Museu Malhoa, Carlos Coutinho, sublinhou a importância das duas obras, que “abarcam o período das oito grandes exposições do Grupo do Leão” e mostram “a versatilidade temática do autor em termos de pintura naturalista.
O museu, o primeiro do país construído de raiz para esse efeito, tem um acervo de cerca de 150 obras de Malhoa, grande parte das quais doadas pelo pintor, dado “ter sido construído ainda em vida do próprio”, acrescentou.
Na sessão solene que teve lugar na Sala Malhoa houve um apontamento musical com a pianista e sócia honorária da Liga, Luíza Gama Santos e o barítono Armando Possante. De seguida realizou-se uma conferência com o sócio honorário João Bonifácio Serra, com o tema “Os anos 50 nas Caldas: arte, cultura, Museu”. No Claustro do Museu houve bolo de aniversário e champanhe.




0 Comentários