A iniciativa da Dar a Volta, associação promotora da atividade física e mobilidade ativa, lembra que o percurso realizado há 91 anos “constituiu uma inovação para a época, porque mostrava como era possível dar a volta a Portugal em bicicleta”.
“Pretendemos retomar esta proposta inovadora, mostrando como a história do evento desportivo pode ser o ponto de partida para uma campanha de promoção do uso da bicicleta em Portugal”, indicou.
A pensar no centenário da Volta, procura-se que a implementação da bicicleta como meio de transporte passe de um por cento de utilizadores para dez por cento. Pretende-se também que as vendas de bicicletas elétricas superem as dos automóveis e que haja uma rede ciclável intercidades de cinco mil quilómetros, que se estenda por todo o país, mostrando que “é possível tornar o percurso de 1927 a referência para a primeira rota de cicloturismo portuguesa”.
A iniciativa procurou evidenciar “que já temos ecopistas e ciclovias de beleza incomparável mas sem sinalização adequada não têm a utilidade esperada”.
Foi igualmente feito um “levantamento etnográfico” para “mapear trajetos, divididos em percursos de 40/50 quilómetros, para que qualquer pessoa consiga realizar, quer vá de bicicleta eléctrica ou de bicicleta convencional”.
A reconstituição do percurso levou à realização de 1750 quilómetros com bicicletas elétricas (petelec), passando por 24 localidades. A primeira etapa ligou Lisboa a Setúbal e a última Caldas da Rainha a Lisboa, tendo aqui contado com parceiros locais (União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório e Escola Vocacional de Dança) que levaram os participantes num passeio à Rota Bordaliana, antes do arranque para a capital.
A partida foi dada no Largo da Estação, igualmente local para o início da Rota Bordaliana, por ser um ponto emblemático, pois o comboio era o transporte usado por Rafael Bordalo Pinheiro nas suas deslocações entre Lisboa e Caldas da Rainha.






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