Talvez – para ajudar a fixar nas Caldas da Rainha os jovens que nascem “com o bichinho” da música – fosse possível encetar a fundação da Orquestra Sinfónica Juvenil, instalando-a no Centro Cultural e de Congressos (CCC), um espaço notável para ensaios e apresentações, devido à excelência do seu palco principal.
Creio, inclusive, que, através de um protocolo com a Fundação Calouste Gulbenkian, possa ser possível dispor de um maestro (ou condutor) de renome nacional, iniciando-se, desse modo, um projeto com elevado gabarito profissional.
Financeiramente, pode ser uma instituição bafejada pelo “Programa de Apoio aos Sectores Cultural e Criativo, Europa Criativa” e/ou através dos “Fundos Europeus, Estruturais e de Investimento (FEEI), ambos da União Europeia e incluídos nos instrumentos financeiros para o período de programação 2014-2020.
Essa Orquestra Sinfónica Juvenil – que deverá ter entre os oitenta e os cem músicos, sendo dividida em cinco classes (ou naipes) de instrumentos: Cordas (contrabaixos, harpas, violas, violinos, violoncelos). Madeiras (clarinete baixo, clarinetes, corne-inglês, fagotes, contrafagotes, flautas, flautins, oboés), Metais (trombones, trompas, trompetes, tubas), Instrumentos de percussão (triângulo, tam-tam, woodblock, cocos, matraca, caixa, bombo, tímpano, sinos, gongos, glockenspiel, celesta, vibrafone, xilofone, marimba, pratos, carrilhão sinfónico, entre outros…) e Vozes (baixo, barítono, contralto, mezzo, soprano e tenor) – pode reunir todas as condições para ser um sucesso extremo, bastando, para isso, um pouco de boa vontade e empenho da autarquia caldense.
Para inspirar, em torno dessa ideia, os altos quadros da política local, remeto à atenção de todos, o sucesso imenso que alcançaram, a Royal Concertgebown Orchestra (fundada na Holanda em 1888); a Filarmónica de Berlin (1882); a Orquestra Filarmónica de Viena (1842); a Orquestra Sinfónica de Londres (1904); a Orquestra Sinfónica de Chicago (1897); a Bavarian Radio Symphony Orchestra (1949); a Orquestra de Cleveland (1918); a Orquestra Filarmónica de Los Angeles (1919); a Orquestra do Festival de Budapeste (1983); e a Orquestra Estatal de Dresden (cuja fundação remete-nos para o longínquo ano de 1548). Nenhuma destas orquestras possui a conotação de “juvenil”, porém, foram projetos que, pela perspicácia, audácia e força de vontade dos mais diversos recantos sociais e políticos de sua região, alcançaram um êxito inacreditável, perpetuando o seu nome, bem como o da localidade onde estão instaladas.
No âmbito das orquestras juvenis, temos, em Portugal, algumas de relevo no cenário nacional, entre elas: a Orquestra Sinfónica Juvenil (fundada em Lisboa, em 1973), que vem renovando, com grandes resultados, os seus propósitos, a cada ano que passa.
Uma orquestra sinfónica é uma das maiores riquezas da manifestação artística, por ser uma coesão de sons, servindo-se de um dos alicerces da música: A harmonia, para definir a conexão entre divergentes notas musicais. E, por ser a “casa” dos mais diversos instrumentos, a constituição de uma orquestra deve ser muito prudente nesse quesito (harmonia).
Um quesito fundamental para a conexão música/autarquia, indispensável para um concelho que se quer “das Artes”!



0 Comentários