A obra vai permitir construir um centro de catequese com dez salas, numa freguesia onde uma centena de crianças frequenta aquela atividade ligada à igreja.
O equipamento vai custar perto de 100 mil euros e será financiado pelo governo em 50 por cento, ao abrigo do “Programa Equipamentos”, que se destina precisamente à comparticipação de obras de construção, reconstrução, ampliação, alteração ou conservação de equipamentos urbanos de utilização coletiva, incluindo equipamentos religiosos, como é este caso.
A Câmara Municipal entrará com 25 por cento do valor restante e o que falta tem sido angariado pela comunidade da freguesia, empenhada neste objetivo, desdobrando-se em iniciativas para obter a receita necessária.
A venda de pão caseiro, ao domingo e a conhecida festa de Santo Antão, com as tradicionais chouriças, são iniciativas de angariação para a obra.
Depois da assinatura do protocolo, o secretário de estado das Autarquias Locais disse que apesar de ser uma pequena verba “é o suficiente para alavancar outras verbas e mais vontades”. Referiu que “o governo está muito consciente da importância destas casas e do seu significado para a coesão das pessoas e fixação nos territórios mais pequenos”.
O padre Filipe Sousa, pároco daquela freguesia, cuja ação mobilizadora neste processo foi unanimemente sublinhada, disse que esta obra “só é possível devido ao trabalho de todos”. “O projeto iniciou há quatro anos e a comunidade está empenhada, todos os domingos faz-se pão caseiro que é uma grande base de sustento e mostra a motivação da população e esta força das pessoas tem que ser de vez em quando alimentada pelas forças políticas que existem também para promover o bem”, adiantou o padre.
“À determinação da população juntou-se agora a possibilidade deste programa “financiar estas pequenas obras mas de enorme importância para as comunidades”, referiu,Tinta Ferreira, presidente da Camara das Caldas.
O autarca tinha conhecimento deste projeto já há cerca de 10 anos mas nem sempre esteve “otimista quanto à eventualidade de arranjar a verba necessária”, satisfeito agora com o desfecho que “não podia ser melhor”.
Como esta é a segunda obra que o programa apoia no concelho no período de dois anos – a primeira foi nos Rostos, Landal – o presidente do município caldense fez questão de “reconhecer a importância que a tutela tem dado aos nossos projetos e candidaturas”.




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