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50 anos da Escola Industrial e Comercial

Lançamento do livro “Eu faço parte desta história”

Marlene Sousa

EXCLUSIVO

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No dia 4 de maio, pelas 20h30, o auditório da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro nas Caldas da Rainha recebe o lançamento do livro “Eu faço parte desta história”, a propósito dos cinquenta anos da história da Escola Industrial e Comercial, hoje Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, com testemunhos e fotografia de professores, alunos e funcionários, antigos e atuais. O livro, de 186 páginas dividido em cinco capítulos, aborda informação variada sobre a história, arquitetura e memórias de quem “nela, viveu, ensinou e aprendeu, dando-lhe uma melhor visibilidade da importância conquistada”. A obra é um marco importante para a cidade de “memórias e histórias, muitas delas não conhecidas e que podem vir a ter interesse para a história das Caldas e da região”.
Os professores, Carlos Marques, Manuel Nunes, juntamente com a diretora do agrupamento, Maria do Céu Santos, fazem parte da equipa coordenadora do livro

A obra dá voz a mais de 80 testemunhos, nomeadamente àqueles que pela escola passaram. Os autores são professores, alunos e funcionários, antigos e atuais da Escola Industrial e Comercial/Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro. “Considerámos oportuno registar em livro o testemunho das diferentes gerações de pessoas que ao longo dos anos deixaram uma marca indelével na escola”, disse Carlos Marques (professor de Educação Física), elemento da coordenação do livro.

O docente classificou os autores como os “verdadeiros protagonistas que deram o seu contributo a fim de consolidar a história da escola”, destacando “o importante património, quer a nível das instalações quer a nível da obra realizada ao logo de décadas”.

Segundo Carlos Marques, a intenção do livro “Eu faço parte desta história” foi agregar “diferentes visões e distintos conceitos, na gestão, organização e produto formativo, sabendo que todos eles foram marcados por diferentes contextos, justificáveis à luz da política educativa, social, económica e laboral. “A obra mostra também a importância que a escola teve não só no percurso individual de cada um, mas também no percurso de afirmação da cidade caldense”, adiantou o professor.

“Pretendeu-se igualmente homenagear todos aqueles, que pelo dinamismo, trabalho e dedicação contribuíram para o engrandecimento da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro”, referiu Carlos Marques.

O livro contém várias imagens de momentos importantes da Escola Industrial e Comercial/Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro. Tem, por exemplo, fotografias da inauguração do edifício em 1964, presidida pelo Presidente da República, na altura o Almirante Américo Tomás, e também a placa naugural da escola. Tem ainda imagens de obras de alunos criadas na escola e outros registos marcantes.

Inclui ainda, segundo, Carlos Marques a fotografia e descrição de um espaço físico que agora não existe, que era o “vestiário onde os alunos quando chegavam à escola, principalmente no inverno, podiam guardar os seus pertences, como guarda chuvas e roupas”.

Para este docente a obra é uma boa oportunidade para fazer “um ponto de situação relativamente àquilo que aconteceu”, considerando que “não pode terminar aqui”. De acordo, com o elemento da coordenação do livro, “há outros aspetos que eventualmente podem vir a ser tratados, como a produção artística, cerâmica, faiança, mecanotecnia, eletrotecnia da escola, que não são tão visíveis, mas também têm um testemunho importante que mereça ser registado”.

O professor Manuel Nunes, que também faz parte da equipa de coordenação, disse ao JORNAL DAS CALDAS que muitos documentos que estão no livro “contam histórias que não são conhecidas e que podem vir a ter interesse para a história das Caldas e da região”. “Estes relatos poderão complementar e avivar determinados momentos importantes, como por exemplo, o 25 de abril de 1974 ,durante e após, que são contados por várias personagens, as próprias festas que eram marcantes aqui na nossa região e ainda o tipo de ensino que era feito”, adiantou o docente.

Cada capítulo aborda um diferente tópico , que juntos revelam no fundo o que foi a escola, o que é hoje e abre algumas pistas para o futuro.

O primeiro capítulo aborda essencialmente a arquitetura do edifício, a génese dos edifícios do ensino secundário em Portugal. Foca também o projeto de reformulação da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro no âmbito do programa de Modernização da Parque Escolar, cujo arquiteto foi Jorge Sousa Santos. Fala ainda dos logótipos da escola, suas caraterísticas e evolução.

“As Caldas de há 50 anos” compõe o segundo capítulo.

O terceiro capítulo tem os testemunhos do presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha e do presidente da União de Freguesias de Caldas da Rainha – Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório. “Ser professor da Técnica e duas perspetivas que se complementam”, “O espírito agregador da Escola Bordalo Pinheiro”, “Uma visão interessada da escola – Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial das Caldas” e “25 anos de pequenas histórias em ligação com a Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha, hoje Secundária Rafael Bordalo Pinheiro”, são outros tópicos.

O quarto capítulo aborda a transição da escola velha para a nova: “A Minha Escola” e os meus 31 anos na Escola Industrial e Comercial das Caldas/ Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro”. Fala ainda sobre a transição para o novo modelo de gestão das escolas, intervenção da Parque Escolar e passagem a Agrupamento e por fim os desafios futuros de uma escola em consolidação de Agrupamento. “Tratou-se essencialmente de pedir aos diretores e presidentes do conselho diretivo que já terminaram as suas funções e que ainda estão connosco de testemunharem relativamente ao que era o projeto da escola nos momentos que por cá andaram, porque existem projetos diferenciados de formação que têm a ver com as políticas de educação”, explicou Carlos Marques.

O último capítulo é composto por testemunhos de professores, funcionários e alunos que passaram ou que ainda se encontram na escola.

A ideia do livro surgiu em 2014 quando a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro comemorou os 50 anos das atuais instalações. É desde essa data que a obra está a ser trabalhada.

A coordenação do livro está a cargo de uma comissão composta por Carlos Marques, Manuel Nunes, António Almendra, Celeste Tornada, Cristina Menezes, Ilda Sara Flor, Maria Almeida, Maria Paula Jales, juntamente com a diretora do agrupamento, Maria do Céu Santos, que sublinha que o livro “mostra a importância que esta escola teve, não só para o desenvolvimento das Caldas, como também para o projeto individual formativo dos que aqui ensinaram, estudaram ou trabalharam”.

A equipa de coordenação destacou o projeto gráfico do livro que está a cargo de Ilda Sara Flor, que “teve bom gosto e uma diligência relativamente à dificuldade que foi conciliar um conjunto de matérias”.

O livro, que tem o custo de quinze euros, terá umatiragem inicial de mil exemplares. O custo da edição foi apoiada por várias entidades, como a câmara, juntas de freguesia , associações comercial e industrial, JORNAL DAS CALDAS, entre outros.

Novo curso profissional de “Cerâmica Artística”

Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, a diretora do agrupamento Escolas Rafael Bordalo Pinheiro disse que no ano letivo de 2018/2019 vai ser aberto um novo curso profissional de “Cerâmica Artística”.

Segundo esta responsável, o curso vai funcionar com um protocolo celebrado com a Fábricade FaiançasBordallo Pinheiro,onde uma parte do estudo vai ser ministrado. “Os alunos vão passar uma parte das aulas na fábrica, o que permitirá logo no primeiro ano uma aproximação à fabricação, com aulas práticas”, explicou a diretora.

Segundo Maria do Céu Santos, é uma novidade “muito boa para a escola porque vem a propósito de retomar as origens, porque foi assim que nasceu o estabelecimento de ensino, da parceria de Bordalo Pinheiro que tinha a fábrica e que precisava de mão-de-obra qualificada e construiu a escola exatamente para esse efeito”.

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