O repertório ganha nova vida com a instrumentação pouco usual para o estilo e com as interpretações do duo. Do disco constam canções portuguesas e “Fado Tropical” (Chico Buarque e Ruy Guerra), “Lua Branca” (Chiquinha Gonzaga) e “Último Desejo” (Noel Rosa), misturando assim músicas de cá e do Brasil.
O trabalho está a ser apresentado este mês em Montevideu (Uruguai), São Paulo, Rio e Petrópolis, no Brasil, numa digressão que conta com apoio do Arte Institute.
Uma voz sem sotaque de samba mas cheia de emoção, um piano sem sotaque de fado mas que toca poesia. Juntos em “Delicado” destroem fronteiras e celebram laços entre os dois países.
Fernanda Paulo nasceu em 1984 na cidade das Caldas da Rainha. É licenciada em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e mestre em Teatro – Artes Performativas pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Estudou também comunicação e canto.
Estreou-se como actriz em 2001, trabalhando com encenadores como Claudio Hochman, Gabriel Villela, Carlos Arthur Thiré, entre outros.
Tem feito alguns trabalhos em televisão e em cinema, dos quais se destacam a participação no filme “A Falha” (2002) de João Mário Grilo e nas curtas-metragens “Check-Out” (2010) e “Assassino de Lisboa” (2012) de Frederico Weinholtz.
Começou a cantar em festivais infanto-juvenis, frequentou o curso de canto da Escola de Música do Conservatório Nacional e tem desenvolvido projetos que abarcam diversos estilos musicais, privilegiando sempre o fado e a língua portuguesa como formas de expressão. Canta em diversos espectáculos e casas de fado. A sua carreira tem vindo a evoluir nos dois pólos artísticos, o do teatro e o da música, que se cruzam constantemente na maioria dos trabalhos em que participa. Tem vários trabalhos discográficos.
A cantora e o pianista brasileiro conheceram-se em 2010 em Buenos Aires, onde atuaram juntos pela primeira vez. Esse encontro deu origem a um projeto que mistura dois estilos fundamentais, o fado e a música popular brasileira, abarcando ainda uma amálgama de influências que ambos os intérpretes trazem da sua formação eclética.
Francisco Pellegrini nasceu em Niterói. Começou a tocar piano aos 8 anos e aos 14 já se apresentava profissionalmente seja em projetos solo ou ao lado de artistas como Milton Nascimento, Roberto Menescal, Sérgio Ricardo e Maria Gadú. Em 2011 lançou o seu primeiro disco. Três anos depois veio o segundo, o álbum “Piano solo”. Já foi premiado várias vezes.




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