Este novo prazo temporal tem por base o pedido à Direção-Geral dos Impostos feito pelo CSC para alterar o período de tributação, para adequar a realidade temporal (julho a junho) das épocas desportivas do clube com o período de tributação.
A direção pretendeu continuar o trabalho desenvolvido desde o início do seu mandato, de modo a concluir os objetivos definidos na data da sua eleição em maio de 2014.
Na época de 2016/2017 foram os seguintes: Continuar o saneamento financeiro do clube; manter a equipa no campeonato nacional de seniores; constituir um plantel de futebol sénior em que a maioria dos atletas seja oriunda das camadas jovens do clube; continuar o modelo implantado no departamento de futebol juvenil; adquirir equipamentos necessários à prossecução da actividade do CSC e realizar obras de conservação e melhoramento no Campo da Mata e Quinta da Boneca; Continuar a política de rigorosa gestão orçamental.
Como se pode verificar pelo relatório e contas os acordos com a Segurança Social e Finanças estão sanados, apesar de poder existir ainda uma dívida de 21.653,05€ às Finanças, no que concerne ainda a uma parcela do Totonegócio (15.683,05€), estando o clube à espera de um veredito da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
No que concerne aos diferimentos, o seu montante é de 45.500€ e prende-se particularmente, com o contrato de cedência do posto de combustíveis. Esta responsabilidade vai reduzindo-se na proporção da receita anual reconhecida.
Outras contas a pagar representam 25,1% do passivo, e inclui o saldo de 21.292,28€ aos Serviços Municipalizados das Caldas da Rainha que representa 70,4% do total desta rubrica. Este saldo resulta de um acordo que o CSC fez com os Serviços Municipalizados para regularizar dívidas relacionadas com o consumo de água que ocorreu há cerca de uma década.
Existe apenas um fornecedor com dívidas por regularizar, que totaliza 199,92€.
Os fornecimentos e serviços externos são inferiores às vendas e prestações de serviços do clube; Os gastos com pessoal representam 33,43% das receitas do futebol.
As receitas do clube baixaram 9,30% face à época anterior. A receita da publicidade baixou 29,58% face à época anterior, mas a receita de quotização subiu 49,69%. A bilheteira de jogos tem um peso de 4,49 % do total das prestações de serviços.
Os subsídios provenientes da Câmara Municipal das Caldas da Rainha representam 60,18% do total dos subsídios, registando-se um aumento de 10,36%, assim como os subsídios da Associação de Futebol de Leiria (AFL) e da FPF, que também registaram um aumento de 5,25%. Os donativos apresentam uma redução de 16,20% mas representam 28,45 do total dos subsídios. Os peditórios também registaram uma diminuição de 1,43%.
Na análise aos gastos, destacam-se os serviços especializados que representam 46,88% das despesas para o período em análise, seguidos das deslocações, estadas e transportes, com 35,02% que no conjunto representam 81,90% dos gastos em fornecimento e serviços externos.
Do total dos serviços especializados destaca-se os colaboradores do futebol sénior e do futebol juvenil com 27,75%. Os restantes colaboradores representam 13,93%, que correspondem aos fisioterapeutas, massagistas e outros.
Por sua vez o gasto relacionado com as forças policiais, as inscrições e as taxas de organização da AFL/FPF representam 29,75% do total, ou seja, 38.606 euros.
As remunerações de pessoal representam 84,92% do total dos gastos.
O passivo corrente é superior ao activo corrente em 0,86%. Os proveitos operacionais são superiores aos custos operacionais. O grau de autonomia financeira do clube é de 40,83% e o seu grau de endividamento é de 59,17%.
Na época em análise o CSC apresenta um resultado líquido negativo de 3.795,69€.
Quanto aos eventos lúdicos, acontecimentos e competições desportivas, realizados no ano de 2016/ 2017, merecem realce a assinatura do contrato cedência do espaço para a nova sede do CSC, pela Câmara, para além de diversas competições.
No que diz respeito às instalações desportivas, o CSC continua a assumir o custo da concentração de toda a sua actividade desportiva no Campo da Quinta da Boneca, no Campo da Mata e no campo do Grupo Desportivo Gaeirense.
No futebol juvenil manteve-se um elevado número de atletas em atividade – cerca de 400 – continuando a ser um dos clubes mais representativos da AFL. Destacou-se a continuidade da equipa de Iniciados A no campeonato nacional e a subida da equipa de Juvenis A ao nacional.




0 Comentários