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Vereadores do PS rejeitam hipermercado nas antigas instalações da Secla

Francisco Gomes

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Os vereadores do Partido Socialista, Luís Patacho e Jaime Neto, votaram contra o pedido de informação prévia sobre a viabilidade da construção de três edifícios nas antigas instalações da histórica fábrica de cerâmica Secla, nas Caldas da Rainha.
Os vereadores socialistas estão contra a ideia de instalação de um hipermercado na antiga Secla

Os autarcas defendem a preservação, valorização e reabilitação do património da Secla, não aceitando “a viabilização de projectos que fazem tábua rasa da história das Caldas da Rainha, desprezando os seus valores culturais e identitários”.

Os projetos previstos pela empresa Prime Unit-Construções Imobiliário Lda prevêem, segundo os vereadores, “a demolição completa” da Secla, fundada em 1947 e que foi escola de formação para muitos caldenses, para além de por ali terem passados artistas ilustres como Hansi Stæl, Júlio Pomar, Herculano Elias e Ferreira da Silva.

“Para além disso, entendemos que o programa funcional e as opções arquitectónicas do pedido de viabilidade não constituem uma intervenção adequada para este sítio tão sensível do centro urbano consolidado das Caldas da Rainha, espaço privilegiado de articulação entre o Parque D. Carlos I e o pinhal onde está implantada a Escola Superior de Arte e Design. Demolir toda a fábrica da Secla para a substituir por edifícios desgarrados, com um parque de estacionamento a céu aberto para 156 automóveis, configurando uma paisagem de carácter suburbano num lugar tão sensível como este é, para nós, absolutamente inaceitável”, manifestam os socialistas.

“A área de espaços verdes apresentada de 91,70 m2 é ridiculamente pequena e o projecto deveria ter uma área de espaços verdes muito mais significativa”, consideram.

Por outro lado, Luís Patacho e Jaime Neto entendem que “é desadequado e altamente prejudicial para a coesão social e económica do centro urbano consolidado a construção de um hipermercado com 3241,50 m2 de área de implantação”. “Viabilizar tal pedido é dar uma machadada fatal em todo o comércio de bairro prevalecente no centro urbano consolidado das Caldas da Rainha”, sustentam.

“Entendemos também que o comércio de grande superfície baseado no transporte individual em automóvel é completamente desadequado para um lugar do centro urbano consolidado das Caldas da Rainha tão sensível como este”, acrescentam.

Já relativamente ao programa de um hotel de três estrelas, os vereadores do PS entendem que é adequado para este sítio, mas defendem que “não deve ser um projecto genérico, igual a outros hotéis da mesma cadeia hoteleira noutras cidades. Pelo contrário, deveria ser um projecto que valorize a memória deste lugar, através da reabilitação da fachada da fábrica Secla e a sua integração no programa funcional e arquitectónico do hotel”.

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