O Caldas RC, depois de uma derrota caseira que retirou a equipa da liderança do CN2, apresentava-se com algumas ausências. A época já longa vai fazendo alguma erosão num plantel totalmente amador.
Entrou bem o Caldas, a tentar colocar o seu rugby tradicional, privilegiando as jogadas pelas linhas atrasadas a partir de conquistas nas fases estáticas.
Mas cedo se percebeu que ia ser um jogo de embate de avançado e que quem melhor defendesse teria a vantagem.
Aos sete minutos uma primeira oportunidade para pontuar, uma tentativa de transformação aos postes dos engenheiros, foi bem concretizada.
Continuou a pressionar a equipa da casa, mas a defesa corajosa dos pelicanos gorou uma boa oportunidade para toque de meta.
Os forasteiros iam desperdiçando algumas tentativas por erros de manuseamento, também fruto da pressão defensiva do Técnico e só aos 19 minutos tiveram um ensejo de igualar. Contudo, a penalidade tentada aos postes não resultou.
1º Quarto: CR Técnico – 3 / Caldas RC – 0.
O segundo quarto manteve as características da partida, mas com domínio do Caldas nas suas tentativas de jogar à mão. Foi a vez de os engenheiros responderem com defesa muito agressiva, a levar a algumas penalidades.
Aproveitou o chutador pelicano, Tommy Lamboglia, regressado à equipa após a sua internacionalização, e aos 22 e 28 minutos transformou duas penalidades.
Respondeu o Técnico e a defesa caldense teve que se empenhar.
Ao intervalo: CR Técnico – 3 (1P) / Caldas RC – 6 (2P).
Reentraram com tudo os engenheiros. Mais fortes fisicamente e claramente com mais frescura procuraram através de jogadas de penetração dos seus avançados colocar a linha defensiva caldense sob pressão.
Mas o espírito pelicano mostrou toda a sua raça. Defendendo nos seus cinco metros gorou as tentativas do adversário.
Um magnífico pontapé tático do médio de abertura caldense colocou a oval nos 22 metros do Técnico. Na sequência, fases sucessivas de ataque bem conduzido pelos avançados pelicanos, após uma conquista em alinhamento dos visitados, terminaram, aos 50 minutos, com o ensaio do pilar Luis Gaspar.
Foi a melhor fase do Caldas que teve aos 56 minutos nova oportunidade. Mas a penalidade tentada aos postes por Tommy Lamboglia não resultou desta vez.
Contudo, dois minutos depois o chutador pelicano não falhou.
3º Quarto: CR Técnico – 3 / Caldas RC – 14.
Como se esperava os engenheiros vieram com tudo para cima dos caldenses e finalmente, aos 66 minutos, o ensaio do Técnico foi inevitável. Transformação fácil e o resultado novamente em aberto.
Continuando a pressionar o Técnico reduziu aos 70 minutos com a transformação de um pontapé de penalidade. Resultado a uma diferença de um ponto.
Mas o Caldas respondeu. Aos 73 minutos, conquista no alinhamento e jogada exemplar à terminou com o arrier caldense Cláudio França a concretizar o toque de meta. Transformação de Tommy Lamboglia e a vantagem pelicana em oito pontos.
Os visitados viriam a repor o marcador a um ponto de diferença, com que terminou a partida.
Resultado Final: CR Técnico – 20 (2E, 2T, 2P) / Caldas RC – 21 (2E, 1T, 3P).
Com este resultado o Caldas RC mantém e consolida o 2ºlugar na classificação geral e dá um passo decisivo para vir a garantir um lugar nos quatro finais.
Alinharam pelo Caldas RC: Alexandre Vieira, Cláudio França (1E), David Esteves, Diogo Vasconcelos, Dorin Plameadala, Filipe Gil, Gonçalo Sampaio, Gonçalo Silva, Leonardo Ferreira, Luis Gaspar (1E), Mateus Neves, Ricardo Marques (Cap.), Rui Santos, Salvador Cambournac, Sebastião Vasconcelos, Tiago Santos, Tomás Jacinto, Tomás Lamboglia (1T, 3P).
Treinador: Patrício Lamboglia; Diretores de Equipa: Adelino Jacinto e António Ferreira Marques; Fisioterapeuta: Erica Balseiro/Physioclem.




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