Antes de fazer o cardápio os alunos pesquisaram e verificaram a importância da carne de porco no país e que pode ser preparada de inúmeras formas. Os futuros chefs aliaram a gastronomia tradicionalportuguesa àinovação.
Primeiro foram servidos aos clientes dois aperitivos. O Cinderela sem álcool foi composto por laranja, limão, ananás e xarope de grenadine. O cocktail com álcool Porto Tónico foi feito com vinho do Porto Branco Seco e água tónica.
Do almoço fez parte uma entrada composta por uma espetada de língua de porco e milho. Este prato foi confecionado pelos alunos Rafaela Gonçalves, de 23 anos, e Ruben Rocha, de 20 anos. “É uma carne muito saborosa e quando é bem cozinhada fica sempre muito tenrinha”, disse a aluna, acrescentando que aprendeu com este menu temático que comtodas as partes do porcose podem“confecionare fazer pratos deliciosos de formas diferentes”.
Depois foi servido o fígado do porco embrulhado em couve. Miguel Leal, de 24 anos, gostou muito de fazer o fígado com escabeche, onde colocou maçã e enrolou na couve e depois em redenho da tripa.
Entremeada e favas com milho frito foi outro prato apresentado, cozinhado pelos alunos Margarida Cruz, de 22 anos, Francisca Faustino, de 17 anos, e João Lima, também de 17 anos.
“A nível de cozinha portuguesa é normal trabalhar o porco porque está muito presente”, disse Margarida, que nunca tinha trabalhado as partes todas do porco. “Aprendi a fazer o sarrabulho, que é um prato típico da região do Minho e é confecionado com a carne e sangue de porco e diversas especiarias”, adiantou a aluna de cozinha. Destacou ainda o trabalho de equipa.
Adriana Santos, de 19 anos, e João Ramos, de 17 anos, confecionaram os rojões e sarrabulho. Adriana destacou o trabalho todos que envolveu o porco, como lavar as tripas e enfarinhá-las. João considera que esta foi uma experiência gratificante que vai ser utilizada certamente utilizada no mercado de trabalho, porque o porco é uma das carnes mais consumidas em Portugal.
Da ementa constaram ainda duas sobremesas: Tripa de porco recheada com arroz doce e bolo de laranja, gelado de torresmos, creme de frutos vermelhos e geleia de alecrim.
As sobremesas foram confecionadas pelos alunos Tatiana Lopes, de 17 anos, e Diogo Pinto, de 19 anos.
Para Tatiana foi um pouco difícil porque foi trabalhoso encontrar doces que “integrassem o tema”. “Conseguimos ir buscar os sabores tradicionais, como bolo de laranja, incluir os torresmos no gelado e os frutos vermelhos que simbolizava o sangue e cortava o doce da sobremesa. A gelatina de alecrim foi para ir ao encontro do sabor tradicional”, explicou a futura chef de cozinha.
O vinho branco Messias (Doc) da Bairrada e vinho tinto Altano Quinta do Ataíde de 2012 foram servidos com o menu. Foi ainda apresentado aos clientes o licor de poejo.
No final da refeição os alunos entraram na sala e foram elogiados pela refeição, que foi coordenada pelo chef Tiago Costa, formador na EHTO.
Restaurante pedagógico passará a chamar-se “Ferreira da Silva”
Daniel Pinto, diretor da EHTO, destacou dois eventos que vão decorrer brevemente na escola. No dia 22 de fevereiro terá lugar o lançamento do livro “Ao Sabor da Bíblia”, que foi editado pelo chef Luís Lavrador, formador na Escola de Hotelaria de Coimbra e chef da seleção portuguesa de futebol. Depois da apresentação do livro irá colaborar com os alunos da dinamização de um menu temático ao “Aosabor da Bíblia”.
No dia 8 de março decorrerá uma cerimónia de inauguração do nome para o restaurante pedagógico da escola, que se vai intitular “Ferreira da Silva” em homenagem ao artista que faleceu há cerca de dois anos. Na sessão haverá uma mostra de obras de Ferreira da Silva.











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