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Olhar JSD

Rodrigo Amaro, presidente da JSD das Caldas da Rainha

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Com a entrada do ano civil de 2018, inicia-se um novo ciclo na vida do país e dos portugueses. Ao iniciarmos esse novo ciclo estabelecemos à partida novas metas, objectivos que sejam concretizáveis e acrescentem valor nas nossas vidas. No entanto, nada pode ser definido sem existir uma prévia análise do passado recente, da conjuntura actual e das opções políticas para futuro assumidas por quem nos governa.

Tendo em conta estas três premissas, convém assistir ao filme de 2017 que podia ter como título “O divórcio do governo com a juventude portuguesa”. Um divórcio com maior expressão nas áreas que acompanham a vida de um jovem: educação, emprego e habitação.

Na educação, continuamos a assistir à contínua falta de estratégia que reestruture o modelo de ensino desde a sua base até ao topo. Neste último ano o governo procurou ser mais ambicioso e caprichou no atraso da atribuição de bolsas no ensino superior e tentou criar o maior agravamento no valor das refeições nas cantinas e mensalidade das residências alguma vez vista, que felizmente foi barrada na assembleia da república.

No emprego, os estágios profissionais perderam preponderância, com o recuo no período de estágio e corte nos escalões das bolsas, para obtenção do primeiro emprego e combate ao flagelo do desemprego jovem que permanece quase inalterado acima dos 20%.

Na habitação jovem, foi através de uma proposta da JSD no parlamento, que se alcançou uma melhoria no programa “Porta 65” com o reforço de 50% desse orçamento e alargamento até aos 35 anos para jovens beneficiários.

Assistimos portanto a uma falta de vontade deste governo em contribuir para uma melhoria do nível de vida dos jovens portugueses. Ora se depois de revisto 2017, procurar olhar 2018 torna-se doloroso para qualquer jovem sonhador.

Contudo, 2018 pode ser mais do que aparenta vir a ser, e pode tornar-se num ano de visão, esperança e compromisso para com um bom par de gerações.

Visão, o país deve ser pensado a longo prazo, urge a criação de uma reforma do ensino do seu começo ao seu termo, onde se implemente um método de ensino atractivo e estimulante. Tal e qual como sejam criadas as pontes para que o ensino e o sector empresarial andem de mãos dadas e quando um estudante terminar o seu percurso escolar possa iniciar a sua nova etapa de vida no mundo laboral de forma mais natural e eficiente possível.

Esperança, nos dias que correm são muitos os jovens que não acreditam na sua pátria, muitos são os casos de emigração, assumida que estava a incapacidade do país em corresponder as expectativas. Impõe-se portanto que as altas esferas da nação se empenhem fortemente em gerar confiança numa geração que se sente enganada e abandonada pelo seu país. Essa construção apenas será possível se forem criadas melhores condições de vida através de mais emprego, mais protecção, menos obrigações, menos burocracia, para que os jovens possam assim apostar neles e nas suas famílias.

Compromisso, é indispensável valorizar uma geração que é tida como a mais qualificada de sempre, mas ao mesmo passo mantém-se alheada e desinteressada da participação pública, social e associativa. Ganha especial importância, tendo em conta a época em que vivemos embriagada de discursos demagógicos, trazer a juventude a terreiro e aproximá-la das entidades formais do estado e da sociedade, como forma de garantir uma maior participação e melhor cidadania no futuro.

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