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Capítulo I

O Fim da Primeira Guerra Mundial e a Declaração Universal dos Direitos Humanos

Isabel Alves Pinto

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Em 2018 celebram-se duas datas gradas, muito relevantes a nível mundial: O centenário do fim da Primeira Grande Guerra e os setenta anos da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Existe entre os dois acontecimentos uma relação que, não sendo óbvia, é sequencial.

Em 2018 celebram-se duas datas gradas, muito relevantes a nível mundial: O centenário do fim da Primeira Grande Guerra e os setenta anos da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Existe entre os dois acontecimentos uma relação que, não sendo óbvia, é sequencial.

Na madrugada do dia 11 de novembro de 1918, a bordo de um comboio estacionado na floresta de Compiègne, no norte da França, foi assinado um armistício com a Alemanha, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial e confirmou a vitória da Tríplice Entente e seus aliados.

Porém, o que ditou oficialmente o términus do conflito foi o Tratado que saiu da Conferência de Paz de Paris, iniciada nos arredores daquela cidade, em Versalhes, no dia 18 de janeiro de 1919, com a presença de vários delegados, em representação dos países intervenientes na Grande Guerra.

No âmbito desta Conferência de Paz, ao fim de cinco meses de negociações, é, então, assinado, a 28 de junho de 1919, o Tratado de Versalhes. Tratado esse que entrou em vigor a 10 de janeiro de 1920 e traduziu-se, essencialmente, na imposição à Alemanha (em virtude de esta ter sido considerada a grande responsável pelo confronto), de várias e duras sanções, de índole económica, política e militar. De entre elas, destaca-se o pagamento de uma indemnização, sobretudo à França e à Inglaterra, no valor de 269 biliões de marcos; O controlo externo de algumas das suas regiões; Devolução de territórios à França, Polónia e Dinamarca; Redução significativa do número de militares ativos, no exército e na marinha; Extinção da aeronáutica; E impossibilidade de produção de armamento pesado.

Mas, o Tratado de Versalhes ambicionava muito mais do que, apenas, penalizar o grande perdedor do confronto. Criar uma organização mundial, com o escopo de manter paz e garantir a segurança internacional, foi um dos seus grandes ensejos. Nesse âmbito, e com esse propósito, a primeira parte do Tratado institui a Sociedade das Nações (ou, para os ingleses, a Liga das Nações).

Esta Organização visava garantir que nenhum país pronunciaria uma declaração de guerra, sem que, antes, tivesse envidado todos os esforços, junto do Estado agressor, para chegar a uma solução pacífica de eventuais desentendimentos.

Acontece, porém, que ao mesmo tempo que colocou um fim na Primeira Grande Guerra, o acordo estabelecido no Tratado de Versalhes acendeu o rastilho para o conflito armado que se seguiu.

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