Comissão de Utentes debate problemas do CHO com várias entidades da região

Marlene Sousa

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A Comissão de Utentes do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) reuniu no passado dia 16, no Inatel da Foz do Arelho, com várias entidades da região para discutir problemas relacionados com o CHO.
Comissão de Utentes do CHO organizou reunião com várias entidades

O adiamento de passagem do CHO para Entidade Pública Empresarial (EPE) é uma situação que está a preocupar a comissão, que já pediu uma audiência com o primeiro-ministro, António Costa. “Somos praticamente o único hospital que ainda não é EPE e é evidente que o modelo tradicional de gestão Setor Público Administrativo (SPA) não permite satisfazer as necessidades de saúde da população, nem tão pouco atingir a sustentabilidade financeira para adquirir equipamentos, pagar dívidas e fazer as contratações necessárias”, disse Vítor Dinis.

O responsável pretende ainda discutir com o primeiro-ministro a falta de médicos especializados e equipamentos no CHO, nomeadamente na unidade das Caldas.

Vítor Dinis quer também manifestar a António Costa o seu desacordo com o funcionamento da atual administração, defendendo que depois de feitas as obras nas urgências e a alteração de estatuto do centro hospitalar, “a administração terá que ser substituída porque não está à altura de responder às necessidades”.

Além da comissão de utentes, nesta reunião estiveram presentes representantes dos municípios, do CHO, dos bombeiros e da GNR. “O objetivo de sentar todos à mesa para discutir a melhoria da saúde no Oeste foi cumprida”, sublinhou Vítor Dinis.

O porta-voz criticou o facto da presidente do Conselho de Administração do CHO, Ana Paula Harfouche, não ter comparecido à reunião, por estar de férias, “numa altura de grandes movimentos no hospital por causa do pico da gripe”. O Conselho de Administração do CHO fez-se representar pelo diretor clínico, António Curado, que prestou as explicações solicitadas relativamente aos problemas do centro hospitalar.

Informou, por exemplo, que vão ser brevemente integrados no quadro do CHO 130 enfermeiros que se encontram em situação precária.

Referiu ainda que a obra na zona de confeção de alimentos doHospital das Caldas,que foi encerrada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) começaram a 27 de dezembro e que estarão concluídas 60 dias depois do dia do início.

O diretor clínico destacou também o aumento do número de consultas externas e de cirurgias no CHO.

Foi também debatida a falta de recursos humanos na Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) da unidade das Caldas do CHO.

Segundo Vítor Dinis, foi ainda dada a informação de que será feita uma farmácia no hospital das Caldas e que deverá ficar situada na zona do parque de estacionamento, por detrás do edifício principal.

Um local junto ao hospital das Caldas para a pista de aterragem dos helicópteros foi outro assunto falado.

O dirigente referiu ainda que os bombeiros de Óbidos alertaram para o facto das macas do INEM não serem compatíveis com o helicóptero e que o presidente da Câmara das Caldas propôs-se a pagar uma ou duas macas, se isso solucionasse o problema.

Vítor Dinis sublinhou que Tinta Ferreira partilha das mesmas preocupações da comissão e que “gostava que a abertura do Hospital Termal coincidisse com o bom funcionamento do hospital das Caldas”.

A comissão de utentes tinha pedido, já em novembro do ano passado, os valores da despesa no transporte de utentes entre as Caldas e Torres Vedras, e vice-versa, sem que tenha obtido resposta. O porta-voz da comissão foi informado no encontro pelo diretor clínico que “não há um registo do que é pago”. “Lamento que não haja uma discriminação dessa despesa, pois a comissão queria confrontar os valores de antes e depois da fusão dos hospitais”, apontou o dirigente.

AComissão de Utentes “Juntos Pelo Nosso Hospital”, promotora desta primeira reunião, passará a organizar dois encontros por ano com todas as entidades competentes da região Oeste, com o objetivo de melhorar a qualidade da saúde.

Vítor Dinis referiu ainda que a comissão tem sido “criticada por pessoas que dizem que não estamos no terreno e questionam o que andamos a fazer”. Garante que não andam a “mando de ninguém” e que atuam pela sua” própria cabeça”.

Se na audição com o primeiro ministro não tiver as respostas que espera em relação ao CHO passar a EPE, garante que irão ao Presidente da República e eventualmente recorrerão a “outras formas de reivindicação”.

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