O salão da A.C.D.R. Arneirense serviu novamente de palco à iniciativa “Natal Mágico”, que iniciou-se com um momento musical proporcionado pelo grupo coral da Universidade, seguindo-se a entrega dos cabazes, constituídos por bens alimentares de primeira necessidade. Enquanto isso, as alunas do curso profissional de Animador Sociocultural da ETEO (Escola Técnica Empresarial do Oeste) distribuíram doces e balões aos mais novos.
Para este evento, a Câmara gastou cerca de cinco mil euros e a quantidade de géneros presente em cada cabaz variava consoante a composição dos agregados familiares. Este ano foram identificados pelos serviços de ação social da autarquia, menos 55 famílias que o ano transato, que foram cerca de 335.
Apesar de haver alguns casos de famílias desestruturadas que se mantêm ano após ano, a vereadora Maria da Conceição salientou que “este ano felizmente temos menos famílias do que no ano passado para entregar os cabazes de natal”. Esta situação, segundo a autarca deve-se “cada vez mais ao cruzamento de dados que fazemos com outras instituições e isso permite-nos que façamos uma boa distribuição social em todo o concelho” e ainda permitiu que autarquia reforçasse os cabazes entregues às famílias mais numerosas, visto que comprou a mesma quantidade de géneros em relação ao ano transato.
Segundo a vereadora, esta iniciativa permite que “as famílias tenham a sua ceia de natal tal como todos os portugueses, em que não falte o bacalhau, o azeite, filhoses, bem como o bolo-rei”, e ainda “significa uma ajuda para aqueles que têm um rendimento familiar mais baixo”.
Na festa esteve presente uma família de refugiados do Iraque, que foi acolhida há um mês nas Caldas da Rainha, tendo também recebido o cabaz de natal. Quem também recebeu o cabaz foi Sandra Costa, de 43 anos, que está desempregada.
”Todos os anos venho cá receber o cabaz de natal, infelizmente”, frisou a beneficiária, adiantando que “é uma ajuda muito importante para termos uma boa ceia de natal”.
Para Ana Alves, de 43 anos, também esta ajuda é “muito importante”. “É o terceiro ano que recorro a esta ajuda, que significa muito para mim”, salientou a caldense, que recebe uma reforma de pouco mais que 270 euros e que é curta para as despesas. “Tenho o meu marido com problemas de saúde e um bisneto de quatro anos para criar, o que obrigam a grandes despesas que nem sempre é fácil de suportar com a reforma que recebo”, referiu, agradecendo a ajuda que as técnicas de ação social da autarquia tem prestado.
Após a entrega dos cabazes foi servido um lanche a todas as famílias.






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