Eram cerca das 11h25 quando durante três segundos alguns imóveis abanaram, deixando as populações em dúvida sobre a origem, mas não havendo alerta de atividade sísmica nem de rebentamentos em pedreiras, uma hipótese que ganhou força foi a da passagem de um F16 que quebrou a barreira do som.
Algo assustadas, muitas pessoas foram para as redes sociais, inundando-as de comentários sobre o assunto. Houve relatos desde Marinha Grande a Peniche, incluindo Caldas da Rainha, e até fora do distrito, já no Cadaval.
Fonte da Força Aérea acabou por confirmar à agência Lusa que o voo de experiência de um F-16, a 40 mil pés, terá provocado esse incidente, devido às condições atmosféricas.
“Tivemos de ir a uma velocidade elevada, mas foi um teste numa zona de mar, a 40 mil pés, 14, 15 quilómetros de altitude”, adiantou.
A mesma fonte disse igualmente que esta é uma “situação recorrente”, mas que na quinta-feira o som tornou-se mais audível devido às condições atmosféricas.
Os F-16 na base aérea mais próxima, em Monte Real, servem para proteção do espaço aéreo nacional.
A velocidade cruzeiro é 780 Km/h e velocidade máxima 2.160 Km/h (Mach 2.05 – quantas vezes o corpo atinge a velocidade do som).
A velocidade do som ao nível do mar em condições de atmosfera padrão é de 1226 km/h. Ficou convencionado que, quando um avião se desloca com uma velocidade igual à do som, voa a Mach 1. Esta unidade é uma homenagem ao físico austríaco Ernst Mach que, pela primeira vez, mediu a velocidade de propagação do som no ar.
Não há informação de quaisquer prejuízos, contatadas pelo JORNAL DAS CALDAS algumas corporações de bombeiros da região.



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