Presidente da Câmara anuncia em 1ª mão no JORNAL DAS CALDAS

Serviço Nacional de Saúde volta a comparticipar tratamentos termais

Francisco Gomes

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O Serviço Nacional de Saúde vai voltar a comparticipar os tratamentos termais, regressando-se assim ao quadro de apoios que existia antes de 2011. A reposição deveu-se a uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2018, aprovada na semana passada.

“Aproveito o facto de aqui estar na inauguração do JORNAL DAS CALDAS para, sendo um órgão de comunicação social com a missão de divulgar notícias, para dar esta novidade em primeira mão que é importante para a comunidade”, anunciou o presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Tinta Ferreira.

O apoio vai ser retomado quanto à taxa de ingestão de águas, tratamentos, consultas, atos de medicina física e análises termais. “O Governo implementará o regime de reembolso, mediante prescrição médica, das despesas com cuidados de saúde prestados nas termas”, lê-se na iniciativa, proposta pelo PS.

Além da sua importância para os cuidados de saúde, o PS considera que o termalismo constitui uma importante atividade económica de muitas regiões do país, apontando que esta medida “vai dar um forte impulso à atividade termal, à economia de muitos territórios ditos de baixa densidade e, consequentemente à dinamização e valorização efetiva do interior”.

A proposta dá voz às reivindicações da Associação das Termas de Portugal, que há pouco tempo liderou uma petição à Assembleia da República, subscrita pela Câmara das Caldas da Rainha, para que as comparticipações dos tratamentos termais fossem retomadas.

Tinta Ferreira destacou que Caldas da Rainha “envolveu-se nesta luta porque é detentora do hospital termal mais antigo no mundo e no âmbito da sua reabertura”. “A comparticipação dos tratamentos termais como se fosse para um medicamento é fundamental para consolidar o nosso projeto e para a sustentabilidade financeira do hospital termal. É uma grande vitória para Caldas da Rainha”, comentou.

“O Estado beneficia também porque as pessoas que vierem a beneficiar dos tratamentos diminuirão a utilização de medicamentos e o Estado deixará de comparticipar nesses medicamentos”, acrescentou o edil.

Segundo o presidente da Câmara, a comparticipação será de um terço do custo do tratamento, no limite de 90 euros.

De acordo com a Associação de Termas de Portugal, “entre 2010 e 2015 o termalismo sofreu, com a suspensão dos reembolsos das despesas com os tratamentos termais, uma diminuição da procura acentuada, registando um decréscimo do número de utentes de 33,68%”.

A medida aprovada no Parlamento motivou a congratulação do PS/Caldas, que considera que ficam assim criadas “condições para que o Hospital Termal possa voltar a acolher todas e todos aqueles que o procuram, independentemente da sua condição económica”.

O PS/Caldas considera ainda esta medida como “fundamental para o impulso que é necessário dar ao termalismo no nosso concelho” e espera que, com a também recente concessão das águas termais ao Município, “possa acelerar o processo de reabertura do hospital termal”.

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