Nuno Melo, vice-presidente do CDS-PP, que esteve presente no jantar de apoio ao candidato do partido à câmara das Caldas da Rainha, Rui Gonçalves, acusou o PS de não ter “expressão” e de “deixar a esquerda mandar (PCP e BE)”.
Apesar do presidente da Comissão Política Distrital de Leiria do CDS-PP, Manuel Isaac, lhe ter pedido para não “bater” muito no PS porque no jantar estavam militantes socialistas e de outros partidos, que apoiam Rui Gonçalves, Nuno Melo disse que não podia deixar de falar do funcionamento da “geringonça”, que “realmente” o “envergonha”.
Sobre a recente polémica em que o Bloco de Esquerda propõe que os menores de idade (a partir dos 16 anos) possam processar os seus encarregados de educação caso estes não lhes concedam a permissão para a mudança de sexo, é para vice-presidente do CDS-PP “um absurdo, um hino à estupidez”. “Isto só é possível porque este PS, tendo como Primeiro-Ministro alguém que quer exercer o poder tendo perdido as eleições, em estado de necessidade para governar sozinho, na Assembleia da República, se permite aceitar qualquer disparate que o BE ou o PCP lhes apresentem, se em causa estiver a sua maioria parlamentar”, sublinhou Nuno Melo.
O líder parlamentar, Nuno Magalhães, que também esteve presente no jantar-comício, centrou o seu discurso na política local, apelando aos eleitores que lutem pela mudança porque “o regime de partido único que há décadas devora o concelho, não resultou no desenvolvimento”.
Nuno Magalhães, que passou o dia a apoiar candidaturas do partido no país, disse que este foi o discurso “mais difícil” devido ao “peso e responsabilidade” de discursar na sua “casa”.
Como caldense testemunhou que tinha expetativas em relação ao concelho das Caldas que trinta anos depois “não foram confirmadas”. “O PSD perdeu oportunidades e capacidade de mobilização”, apontou, acrescentando que “não se valeu da proximidade com Lisboa e com o mar para captar turismo, empresas e indústria”.
Recordou que nas eleições autárquicas não se vota “neste ou naquele partido”, mas sim “vota-se nas melhores pessoas e nas melhores propostas”.
Margarida Varela, presidente da concelhia caldense do CDS-PP, e candidata à União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, destacou o número de pessoas presentes no jantar-comício, “onde é visível a força, coragem e determinação, da qualidade e seriedade que o CDS-PP tem colocado no nosso concelho”.
O presidente da Junta de Freguesia de Santa Catarina, Rui Rocha, que em 2013 voltou a conquistar a freguesia com maioria absoluta, destacou Manuel Isaac, que “consolidou o peso do CDS-PP nas Caldas e a prova é hoje este grande comício”. Como autarca deixou o seu testemunho aos outros candidatos que o mais importante é “sermos nós próprios”.
Revelou que no dia 29 de setembro o jantar de encerramento de campanha do CDS-PP vai decorrer em Santa Catarina.
“A câmara é o centro de emprego da JSD”
Manuel Isaac, presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP e candidato à Assembleia Municipal, teceu fortes críticas ao presidente da Câmara das Caldas, que “não foi capaz de dar um murro na mesa perante o Governo para resolver uma vez por todas os problemas do hospital, Linha do Oeste e Lagoa de Óbidos. “É realmente uma ótima pessoa e um ser humano espetacular, mas não nasceu para gerir fosse o que fosse, muito menos uma Câmara Municipal”, afirmou Manuel Isaac. Acusou ainda a autarquia das Caldas de contribuir para o desemprego jovem, “metendo os elementos da Juventude Social Democrata (JSD) dentro da Câmara”, sublinhando que a Câmara não pode ser o “centro de emprego da JSD”.
O discurso da noite coube ao candidato à presidência da Câmara das Caldas, Rui Gonçalves, que iniciou por dizer que não tem um programa para dez anos para apresentar como pegou “moda”. “O que o vos trago aqui é um programa para um mandato e ao fim desses quatro anos somos avaliados, por aquilo que fizemos e por aquilo que não fizemos”, explicou.
Alegou que o executivo da Câmara liderado pelo PSD “prometeu” a resolução de vários problemas das Caldas e agora tem que dar explicações porque “a Lagoa está pior do que a primeira fase de dragagens, a Linha do Oeste está pior do que há quatro anos e o hospital nem se fala”.
Garante que se for eleito será “exigente, irreverente, e se for necessário politicamente incorreto”. “O poder central vai levar comigo as vezes que for preciso sempre que estiverem em causa os interesses das Caldas da Rainha”, sublinhou Rui Gonçalves, acrescentando que não contem com ele “para alinhar neste tipo de displicência, que prejudica gravemente o concelho, independentemente da “cor” do governo”.
Revelou que “estamos no tempo das autarquias se dedicarem ao desenvolvimento socio económico dos seus territórios, da atração de empresas, da criação de condições atrativas para as receber, da geração de riqueza e da criação de emprego”.
A posição do CDS-PP relativamente ao termalismo é pública, disse o candidato que “não concorda que o Montepio Rainha D. Leonor seja a entidade a explorar o Hospital Termal e o Balneário Novo”, considerando que deveria ser uma “instituição com experiência comprovada em termalismo e capacidade financeira para fazer face ao início de atividade, por um lado e para podermos considerar como parceiro credível no cumprimento do protocolo com o Estado, que visa a construção de um novo balneário, num curto espaço de tempo, capaz de concorrer com outros destinos termais em Portugal e no estrangeiro. “É a única forma de ser rentável e uma mola para a economia do concelho”, adiantou.
Falou das propostas que tem para o concelho, que vão desde “a lagoa às termas, da cultura ao turismo, do comércio à indústria, da cerâmica às cutelarias, das enguias às codornizes, numa riquíssima diversidade que nos compete potenciar”. “O modelo de desenvolvimento tem um forte incentivo ao investimento, como via única para a geração de emprego”, adiantou o candidato.




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