No dia 20 de setembro será votado na Assembleia da República um Acordo de comércio entre a União Europeia e o Canadá que não inclui, entre outras, a proteção de denominações de origem protegida (DOP) como o Queijo Rabaçal, o Mel da Serra da Lousã e a Maçã de Alcobaça. O Acordo também não inclui a proteção de produtos de indicação geográfica protegida (IGP) como a Ginja de Óbidos e Alcobaça.
Com alguma salvaguarda no tratado, ao nível de produtos do distrito, apenas está a denominação de origem protegida Pera Rocha. Através deste Acordo, todas as empresas que tenham sede no Canadá, independentemente do seu país de origem, passam também a ter acesso ao mercado europeu – e a poder produzir imitações -, como pode acontecer com produtos provenientes dos EUA.
De acordo com a “Plataforma Não ao Tratado Transatlântico”, os produtos de várias regiões estão em causa, mas a “ameaça” do CETA (Acordo Económico e Comercial Global entre a União Europeia e o Canadá) é mais abrangente, pondo em perigo “as pequenas e médias empresas e os pequenos agricultores, a saúde pública e o meio ambiente”. Afirmam que este “tratado de comércio irresponsável ainda pode ser travado”. Entre os ativistas há ainda alguma expectativa de que o PS se possa juntar ao BE, PCP, PEV e PAN na oposição ao tratado, e de que também alguns deputados do PSD e CDS individualmente escolham romper com as orientações das direções dos seus partidos. Mesmo que venha a ser aprovado, segundo a Plataforma, a opinião pública pode ainda pressionar o Presidente da República para travar este tratado.



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