Além de Rui Calisto, João Soares e Mário Cordeiro, participou também na conferência o candidato do PS à presidência da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Luís Patacho.?
Rui Calisto disse estar indignado “pelo facto de o CCC (Centro Cultural e de Congressos) ter como público-alvo apenas as elites”. Neste ponto destacou que, por inerência de cargos, o presidente da União de Freguesias de N. S. do Pópulo, Coto e São Gregório, “será também responsável pela direção do CCC”, e que, neste âmbito, irá usar aquela estrutura para aproximar a cultura de todas as pessoas.
Em relação ao Parque D. Carlos I exaltou que aquele espaço “possui uma fauna e flora inigualáveis e que, por isso, os eventos que se levem a cabo naquele lugar têm de ser planeados, sem a destruição do parque”.
A propósito de planeamento, “ou da sua falta”, destacou que o programa que o PSD apresentou em 2013 para a junta de freguesia “ter ficado quase na totalidade por concretizar”. Isto deve-se, na sua opinião, “ao facto de os programas serem feitos ao acaso, sem qualquer ponderação”.
O candidato disse que tem andado por toda a freguesia a falar com os habitantes e tem percebido “o descontentamento das pessoas”. Deu o exemplo do Coto, onde “existe uma clara distinção entre aqueles que trabalham na Câmara e na Junta, que acham que tudo está maravilhoso, e o restante da população, a maioria insatisfeita”.
João Soares recordou a sua ligação efetiva a Caldas da Rainha, uma vez que passou neste concelho parte da sua infância e adolescência. “Antes do 25 de abril houve aqui uma preservação patrimonial, agora assistimos a um verdadeiro caos urbanístico. Se os caldenses tivessem essa consciência ajudariam na vitória do PS”, manifestou.
Para João Soares “é necessária uma nova liderança, são necessários novos presidentes, das Juntas de Freguesia e da Câmara Municipal, com consciência daquilo que a cidade já foi e do que ainda pode ser”.
Mário Cordeiro, pediatra e mandatário da candidatura de Rui Calisto, disse que “muitos anos da mesma coisa cansa e desgasta”. Prosseguiu dizendo que graças à democracia, daqui a quatro anos, “se estivermos descontentes com os novos “inquilinos”, poderemos despedi-los e votar em outros”. Acrescentou, no entanto, que, conhecendo como conhece os candidatos do PS, não acredita que tal venha a ser necessário. Conclui, sublinhando que “ficar em casa, no dia das eleições, é que não. Isso seria desistir, isso seria fracassar”.
Luís Patacho, candidato à Câmara Municipal, começou por se referir aos anos consecutivos de PSD na autarquia: “Um projeto com 32 anos sem capacidade de se autorregenerar tem necessariamente de se encontrar esgotado”. Frisou o facto de esta autarquia “não ter planeamento para nada do que faz, e, por causa disso, ter transformado Caldas da Rainha, numa cidade completamente descaracterizada, que cresceu sem rei nem roque”.
A “falta de planeamento”, de que acusa a equipa do PSD instalada na gestão camarária, foi aliás, o elo de ligação de todo o seu discurso e esteve bem presente quando se referiu a temas relevantes para cidade, como o termalismo, urbanismo, comércio tradicional, turismo e cultura. Referindo-se expressamente às termas, o candidato finalizou a sua intervenção afirmando que “não podemos simplesmente abrir as termas e ver o que isto vai dar. Temos de ter um projeto de expansão”.
No final, os intervenientes no debate e o público que assistiu saíram da sede de campanha e fizeram uma arruada pelo centro da cidade, com destaque dado à Praça da Fruta.



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