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Entrevista a Tinta Ferreira, candidato do PSD à Câmara das Caldas da Rainha

“Conseguimos imprimir uma nova dinâmica ao concelho”

Marlene Sousa

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Tinta Ferreira, atual presidente da Câmara das Caldas da Rainha, voltou a candidatar-se nas eleições autárquicas de 2017 e a liderar a lista do PSD.
Tinta Ferreira faz um balanço positivo do seu primeiro mandato

Está a terminar o seu primeiro mandato e faz um balanço “muito positivo”, pois entende que conseguiu “imprimir uma nova dinâmica a Caldas da Rainha, impulsionando a economia local com a divulgação dos nossos produtos e das nossas empresas e ajudar assim a diminuir o desemprego em cerca de 48%”.

Não é fácil escolher o projeto que até agora lhe tenha dado mais satisfação, mas pela sua importância histórica e pelo peso que poderá vir a desempenhar para o turismo e para a economia do nosso concelho, Tinta Ferreira realçou “a assinatura da concessão dos Pavilhões do Parque para a sua conversão num hotel de cinco estrelas”.

O candidato destaca a continuidade do “rigor orçamental, das taxas e impostos baixos”.

JORNAL DAS CALDAS: Nas eleições autárquicas de 2013, a candidatura do PSD encabeçada por Tinta Ferreira manteve o mesmo número de eleitos na Câmara (quatro), dez elementos na Assembleia Municipal (menos um do que em 2009) e dez das doze freguesias do concelho. O que acha que vai acontecer a 1 de outubro de 2017?

Tinta Ferreira – Nestas eleições autárquicas vamos batermo-nos por conseguir novamente ter a maioria na Câmara e na Assembleia Municipal. Nas freguesias é nosso objetivo manter as dez que ganhámos em 2013 e vamos procurar conquistar as duas que nos faltam.

J.C.: Está a terminar o seu primeiro mandato. Que balanço faz da sua presidência de quatro anos em Caldas da Rainha?

T.F. – Esta foi uma presidência muito positiva pois conseguimos imprimir uma nova dinâmica a Caldas da Rainha, impulsionando a economia local com a divulgação dos nossos produtos e das nossas empresas e ajudar assim a diminuir o desemprego em cerca de 48%.

Enfrentámos também os vários desafios crónicos que há décadas assolam o nosso concelho, nomeadamente o desassoreamento da Lagoa de Óbidos, a requalificação da Linha do Oeste e o renascimento do Termalismo Caldense. Foram dados importantes passos neste mandato para resolver estes problemas e contamos que no próximo mandato estas situações estejam já em fase de resolução.

Foi ainda com esta “Nova Dinâmica” que se realizou o parque de estacionamento subterrâneo da praça 25 de Abril; que se requalificou a Praça da Fruta, a Avenida e as ruas do Centro histórico da cidade, que se construiu um novo espaço de turismo. Foi também neste mandato se voltou a realizar a “Feira da Fruta” no Parque D. Carlos I, que se fez a “Rota Bordaliana” e de “Ferreira da Silva”, que se acordou com o Estado a transferência do Hospital Termal, do Parque e da Mata para a Câmara, que foram começadas as obras para reiniciarem os tratamentos termais e se fez a concessão dos Pavilhões do Parque para um hotel de cinco estrelas, entre tantas outras iniciativas e obras.

J.C.: Como avalia a gestão financeira atual do Município das Caldas?

T.F. – Apesar das muitas obras e iniciativas que referimos anteriormente, esta Câmara Municipal foi ainda responsável pela continuidade do rigor orçamental, das taxas e impostos baixos, mantendo sempre uma situação financeira sólida de modo a conseguir atingir os objetivos a que nos tínhamos proposto mas sem colocar em risco as boas contas da Câmara e sem sobrecarregar os caldenses com taxas e impostos.

Estes bons resultados são reconhecidos já que a Câmara das Caldas se encontra entre os 100 municípios portugueses com melhor eficiência financeira, sendo inclusivamente o 14º município com menor peso do passivo por habitante, o que só é possível graças a uma gestão ponderada e criteriosa.

J.C.: Quais as maiores dificuldades que encontrou no exercício do seu cargo?

T.F. – As maiores dificuldades que sentimos estão relacionadas com o facto de os maiores problemas que afetam o concelho, como por exemplo o desassoreamento da Lagoa de Óbidos ou a Linha do Oeste, estarem dentro da alçada do Governo ou de órgãos do Estado Central e assim muitas vezes a sua resolução não depende apenas da vontade da Câmara.

Por este facto temos feito pressão e exercido influência junto destas entidades para que se consiga encontrar uma solução para estes problemas.

J.C.: Houve alguma promessa que tenha feito há quatro anos que não cumpriu e qual o projeto que cumpriu que lhe deu mais satisfação?

T.F. – Em 2013 apresentámos aos eleitores um programa para uma década pois existem vários assuntos que não se conseguem resolver apenas num mandato, já que vários deles têm de ser abordados ou concluídos por fases, outros porque a sua própria complexidade ou o facto de estarem dependentes de programas nacionais ou europeus faz com que a sua execução não possa ser concluída apenas num mandato. Por isto é natural que nem todos os assuntos estejam já totalmente resolvidos.

O que os caldenses podem estar certos é que estamos e vamos continuar a cumprir o nosso programa para que dentro do prazo que estabelecemos os problemas que sinalizámos estejam resolvidos e os objetivos propostos sejam atingidos.

Não é fácil escolher de o projeto que até agora me tenha dado mais satisfação, mas pela sua importância histórica e pelo peso que poderá vir a desempenhar para o turismo e para a economia do nosso concelho tenho de realçar a assinatura da concessão dos Pavilhões do Parque para a sua conversão num hotel de cinco estrelas como o projeto que até agora provavelmente me deu mais satisfação.

J.C.: Se voltar a ganhar as eleições autárquicas a 1 de outubro de 2017, vai continuar com a mesma política e estratégia ou pretende implementar alguma mudança?

T.F. – Depois de termos imprimido uma nova dinâmica no concelho das Caldas da Rainha e ao vermos os resultados positivos que estão a surgir graças a este trabalho, vamos agora lutar para que Caldas da Rainha se mantenha no “Rumo Certo”.

É claro que nunca ninguém faz tudo bem e existem certos aspetos que podem ser melhorados e por isso mesmo vamos corrigir o que possa estar a resultar menos bem e manter o que está a produzir os frutos certos.

J.C.: Qual o seu projeto melhorar a mobilidade e comunicação?

T.F. – O presente mandato pautou-se já por uma forte aposta na descentralização de competências e de verbas para as freguesias para que estas pudessem melhorar vários aspetos dos seus territórios e das suas populações.

A Câmara Municipal, em conjunto com as Juntas de Freguesia, realizou um forte investimento, que vamos manter, na requalificação, manutenção, reparação e limpeza de ruas, estradas, caminhos, passeios, valetas e aquedutos por todas as freguesias.

No próximo mandato vamos continuar a trabalhar na manutenção e requalificação da boa rede viária que temos no concelho, com eventual alargamento onde tal se revele necessário e possível.

Ao nível das comunicações estamos empenhados na melhoria da rede de comunicações móveis e na colocação de fibra ótica em todas as sedes de freguesia.

J.C.: Qual a sua estratégia para captar investimentos para o concelho?

T.F. – Para a captação de investimentos vamos manter a aposta na promoção e divulgação do nosso Concelho que temos estado a realizar e que tem conseguido atrair novos empresários e negócios a Caldas da Rainha.

Vamos ainda ter um acompanhamento mais personalizado e próximo, em conjunto com as associações empresariais, de todos os que se manifestem interessados em investir e vamos também ser mais pró-ativos na procura de empresas ou negócios que se possam fixar nas Caldas da Rainha e desta forma criar empregos e gerar riqueza.

J.C.: – Desde que assumiu a liderança da autarquia, Caldas da Rainha tem realizado diversos eventos com bastante projeção. Que balanço faz desse investimento e qual tem sido o retorno económico desses eventos?

T.F. – Tal como dissemos anteriormente, os eventos que temos realizado ou que temos apoiado, são muito importantes para a promoção, divulgação e projeção da imagem do concelho, dos seus produtos e das suas potencialidades, além de produzirem um retorno direto para as empresas locais que têm um forte aumento direto nas vendas, nas refeições servidas e nas estadias durante o período destes eventos. São exemplo destes eventos a Feira da Fruta (Frutos), A Feira do Cavalo Lusitano do Oeste, a animação de Natal, entre outros.

Para nos ajudar a avaliar o retorno económico destas iniciativas a Câmara Municipal acordou com o Instituto Politécnico de Leiria a realização de um estudo durante os próximos três anos em que vai ser estudado de forma integrada por esta entidade o retorno global para o Concelho da realização destes eventos.

J.C.: Atualmente se não fosse Presidente de Câmara o que gostaria de ser?

T.F. – Provavelmente gostaria de seguir uma carreira no ensino e na formação, que era o que já estava a prosseguir antes de ter vindo para a Câmara das Caldas. Considero muito gratificante o trabalho que se realiza nesta área.

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