A informação obtida pelos encarregados de educação era de que iriam ser contatados no sentido de transferirem os seus educandos para uma turma de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva numa escola do concelho, correspondendo a uma decisão do Ministério da Educação.
No documento enviado ao Ministério e assinado por todos os pais dos alunos inscritos na turma de Técnico de Desporto no Colégio Rainha D. Leonor, fazem notar que “a opção, voluntária, consciente e responsável, de percurso formativo, foi a de técnico de desporto, já que, de outro modo, poderíamos ter optado, em devido tempo, pela inscrição na opção de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva, que de modo algum serve o perfil e objetivos dos nossos filhos e educandos”.
Raquel Galeão e Sandra Santos, da direção pedagógica do Colégio Rainha D. Leonor, estão chocadas com o caso, e enviaram também um documento ao Ministério da Educação a questionar “os critérios que deram lugar à atribuição de uma turma de Técnico de Desporto, no dia 31 de agosto, ao Externato Cooperativo da Benedita e qual a razão subjacente à atribuição de uma turma adicional a uma escola que, neste momento, se encontra com índice de lotação superior a 1 e que tem alunos a assistirem a aulas teóricas em laboratórios, devido a esta sobrelotação”.
As responsáveis consideram que o Colégio não foi tratado com “equidade” e citam as palavras do primeiro-ministro na imprensa em que as escolas com contrato de associação teriam “oportunidade de ver as turmas de ensino profissional aumentadas, em contrapartida dos cortes nos contratos de associação (cortes que, no Colégio até à data, se traduzem em 19 turmas)”.
“Mais do que o futuro da escola”, as diretoras pedagógicas estão preocupadas com o futuro dos 31 alunos que “têm elevadas expetativas em relação à frequência deste curso no concelho das Caldas da Rainha”.
Marlene Sousa



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