Sempre com o objetivo de potenciar a criação de circuitos de produção locais, assim como a sua comercialização e divulgação de modo a alavancar o território e a empregabilidade, a entidade convidou a AIRO- Associação Empresarial da Região Oeste e a LEADEROESTE para esclarecer sobre financiamento. Também a “GoCaldas.com” e a “Dois Meios” deram algumas dicas de marketing e como melhorar a comunicação do produto.
Na última sessão, que realizou-se na passada quinta-feira, os cinco empreendedores deram a conhecer a sua experiência, bem como dicas de quem já está no mercado.
Sofia Vilaça, uma das responsáveis pela Macaron d’Óbidos foi convidada a falar sobre a marca que produz as delícias feitas com duas conchas de merengue e amêndoa, e que envolvem seis sabores únicos da região Oeste. Falou dos fatores de sucesso, bem como os bloqueios que encontraram pelo caminho.
O projeto surgiu há um ano e meio quando as duas cunhadas se juntaram para criar a primeira empresa a colocar o macaron no mercado português com linha dedicada aos produtos regionais.?Caracterizados como “uma explosão de cores, uma fusão de histórias e tradições”, os Macaron d’Óbidos distinguem-se pela diferença, disponibilizando seis sabores diferentes. Também falou das parcerias que a marca detém com os produtores, pois isso “tem sido muito importante”.
A marca tem loja do Espaço Ó, e tenta marcar presença em certames com o seu carrinho a vender o “bolinho de raízes francesas, com recheio de história e glamour”. “Os eventos são importantes para divulgar o produto e estabelecer parcerias”, frisou a responsável.
O negócio evoluiu para outros campos, “alguns que não estávamos à espera”, como é o caso de macarons específicos a datas temáticas e bolos de aniversários. Alertou ainda para a presença das marcas nas redes sociais.
Como obstáculos, sublinhou as dificuldades na execução dos doces, o desconhecimento do produto, o período de validade do produto, bem como o acondicionamento e o elevado preço de custo.
“Um desidratado é muito mais que um snack”
Outro negócio presente foi a “Desidrata”, em que a responsável Sandra Almeida, quis recuperar sabores tradicionais através da desidratação de fruta e legumes, contando com mais de 35 referências de produtos.
Segundo a responsável a ideia surgiu através da avó, com objetivo de recuperar uma tradição antiga, de secar a fruta ao sol, colocando o produto no mercado com a máxima qualidade e nutrientes possível após uma desidratação, para que o cliente consuma um produto o mais natural possível“. Assim, estava dado o mote para um novo negócio, que tem vindo a aumentar o volume de faturação, em cerca de 10 a 20% ao ano.
Situada na Benedita, a empresa com três anos de existência é caraterizada por ser um negócio de “empreendedorismo de necessidade e de oportunidade”, que fornece “sabores que fazem recordar”. Explicou também que a marca reutiliza as frutas de calibre menor, que o mercado acaba por não escoar, bem como os excessos de produção.
A marca trabalha com pequenas indústrias, que “já têm uma visão diferente do mercado e, por isso, precisam de ingredientes diferenciadores”. Falou das embalagens, de projetos futuros e ainda deu algumas dicas.
“Gramas com sabor” é como se designa a terceira empresa apresentada, que dedica-se à confeção de iguarias caseiras. Esta empresa nasceu há cerca de três anos nas Caldas da Rainha e produz uma variedade de produtos gastronómicos, desde das empadas às bolachas.
Instalados na Praça da Fruta todas as 6ª feiras e sábados de manhã, e também aos domingos, a marca surgiu da vontade de ambos de “juntar os conhecimentos com a parte que mais adorávamos, que é comer”.
Para expor melhor o projeto o Tiago Ferreira e a Isa Nobre decidiram passar um vídeo, onde explicaram a origem do projeto, os eventos por onde passaram, bem como dos seus produtos. Para concluir, disseram que o segredo do sucesso é “amor, dedicação e carinho, tudo em doses idênticas e no Gramas com Sabor, tudo é feito com Amor”, apostando ainda sempre na linha da frente, para um dia criarem o “Império da bolacha e da empada”.
Por último, coube ao responsável pela “Mercearia Pena” dar o seu testemunho.
O empresário Rui da Bernarda começou por relembrar a remodelação que a loja de produtos tradicionais sofreu em 2007. Situada no centro de Caldas da Rainha é uma referência no comércio tradicional desta cidade, desde 1909, pela qualidade e especificidade dos produtos que comercializa como os cafés, os lagartos, pacotes de açúcar, queijo pena, bacalhau e outros produtos. Sempre com o serviço de balcão, o que permite fazer uma viagem pelas memórias de infância.
No fundo, “fizemos uma alteração da imagem e apostamos em produtos nacionais portugueses”, explicou o responsável, adiantando que “sempre com um serviço de qualidade”, com base em produtores pequenos, menos industrializados. Falou também das novas estratégias e dos projetos futuros da marca.
Mariana Martinho



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