Seguiu-se a passagem pela central fruteira CPF, no concelho do Bombarral onde foi recebido por João Manuel Alves, um dos gerentes desta estrutura frutícola. Facto curioso é que as instalações desta empresa foram inauguradas há 15 anos atrás por Capoulas Santos que, na altura, ocupava o mesmo cargo e foi com prazer que o membro do Governo se inteirou da evolução da empresa.
“Passamos de três toneladas de frio para onze mil toneladas e ainda não chega. Este avanço exigiu um esforço significativo por parte dos sócios”. Em termos de faturação “conseguimos cerca de 12 milhões de euros no ano passado e esperamos que este ano consigamos um pouco mais”, disse João Manuel Alves.
Por outro lado, “temos sido a estrutura que mais tem procurado abrir espaços para o exterior, dado que, para além da nossa produção temos conseguido parcerias com algumas organizações de produtores”. Para além disso “temos conseguido parcerias com instituições que levam o nome de Portugal além fronteiras”, frisou o responsável pela empresa.
No tocante aos problemas do setor, são bem conhecidos. “As doenças e as bactérias são um problema, mas também aqui se está a dar um passo significativo. Temos um protocolo com o Instituto Superior de Agronomia para se tentar conhecer melhor este tipo de doenças. Um passo importante passa por deslocar para o Bombarral esse centro de conhecimento e uma parte desse material em breve estará no Bombarral”, salientou João Manuel Alves.
Para Capoulas Santos, os problemas das doenças que afetam o setor “está a ser seguido com toda a atenção em empenho por parte do Ministério da Agricultura, até porque, com as alterações climatéricas que são evidentes, tem tendência a agravar-se. Estamos disponíveis para discutir todos os problemas que surjam no setor com total abertura”, frisou o ministro.
Outro dos grandes problemas é a mão de obra sazonal e todos os entraves impostos pelos Ministérios do Trabalho e Segurança Social o que está a dificultar a campanha de apanha de pera rocha e não só. “Embora não seja um problema que passe diretamente pelo Ministério da Agricultura estou sensibilizado para o assunto e assim que fizer um relatório sobre esta visita será um dos assuntos a ter em conta”, disse Capoulas Santos que se vai empenhar junto do Governo para criar soluções para legalizar a situação dos trabalhadores sazonais que asseguram a colheita da pera rocha na região Oeste. “A colheita processa-se em muito poucas semanas, portanto a mão de obra é sazonal e temos de encontrar soluções para desbloquear o impasse burocrático que se coloca”, afirmou Capoulas Santos aos jornalistas, explicando que o interesse da legalização desses trabalhadores é dos próprios agricultores, face às exigências de certificação da fruta pelo mercado externo, e também do Governo.
Acabar com a mão de obra ilegal durante a colheita, criar condições para a falta de água e encontrar soluções para a praga da “estenfiliose” foram as principais preocupações manifestadas pela Associação Nacional dos Produtores de Pera Rocha (ANP) ao governante.
De salientar que o Ministro da Agricultura, Floresta e Desenvolvimento Rural fez-se acompanhar por Luís Vieira, Secretário de Estado da Agricultura e Maria Elizete Jardim, Diretora Regional de Agricultura de Lisboa e Vale do Tejo.
João Paulo Basto





0 Comentários