Para assinalar os noventa anos da primeira edição da “Volta a Portugal” em bicicleta, que passou pelas Caldas da Rainha, o Museu do Ciclismo decidiu convidar o autor, de 53 anos, nascido em Lisboa, e que começou a expor os seus trabalhos na década de 90. Com ateliê em Azeitão, o artista frequentou o curso de Artes Plásticas da Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha e participou no encontro internacional de Aguarelas das Caldas da Rainha em 2014.
Com base em fotografias, o autor interpretou e deu um toque pessoal, dando origem às 28 aguarelas, procurando “ser eclético” e abordar diversos temas e tipos de ciclismo.
Além do ciclismo de competição, fazendo uma especial homenagem ao ciclista Joaquim Agostinho, Gilberto Gaspar abordou os espaços, as profissões e a história ligada à bicicleta. “Há uns anos usava-se a bicicleta como um acessório decorativo para uma fotografia. Dava um certo status”, sublinhou o autor.
Da mostra também fazem parte temas relacionados com o nudismo. “Em tempos havia uma certa tendência das pessoas mais fundamentalistas promover a bicicleta com a nudez”, referiu. Também constam as rondas policiais feitas de bicicleta, atividades do mundo contemporâneo, o carisma erótico, envolvendo a figura de Marilyn Monroe e a exploração dos animais, por parte dos circos. Todas as peças encontram-se à venda.
Considerado por Mário Lino, diretor do Museu do Ciclismo, como “uma personalidade na área da pintura que se dedica a vários temas”, foi proposto ao autor que “pintasse uns quantos trabalhos” fazendo referência à bicicleta.
A exposição está patente no Museu do Ciclismo até 3 de setembro.
Mariana Martinho





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