Torre iluminada marca inauguração da primeira fase do Parque Urbano “Abraço Verde”

Marlene Sousa

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A iluminação da torre de 18 metros foi o ponto alto da inauguração do Parque Urbano “Abraço Verde”, nas Caldas, que decorreu no passado sábado. Trata-se de um projecto integrado no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, candidatado a fundos comunitários, e que requalificou e valorizou vários espaços do Complexo Desportivo Municipal.
A iluminação da torre de 18 metros foi o ponto alto da inauguração do Parque Urbano “Abraço Verde”

Depois de uma visita pelo Complexo Desportivo Municipal, o presidente da Câmara das Caldas da Rainha deu sinal para a iluminação da torre que muda automaticamente de cor (azul, verde, roxo e cor de rosa).

A marcar a paisagem deste espaço que associa desporto, sustentabilidade e ecologia, a torre é a peça mais visível de um grupo de equipamentos. Visível desde a autoestrada, é ladeada por um conjunto de pérgolas fotovoltaicas de ensombramento que captam a energia solar para a iluminar, tornando-a um marco da entrada poente da cidade.

Uma grande festa com animação assinalou a conclusão da primeira fase do Parque Urbano Abraço Verde, que é, segundo a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, que presidiu à cerimónia, o primeiro projeto a ser concluído no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) e que requalificou e valorizou vários espaços daquela zona da cidade.

O Parque Urbano é acessível a toda a população e tem diversos espaços, como um jardim da ciência, para estimular a criatividade e aprendizagem para a ecologia através da experimentação e jogos. Um parque de merendas, parque infantil, parque de aparelhos fitness para todas as idades, circuito de manutenção e ciclovia e praça de acolhimento, cafetaria com esplanada e espaço para concertos e outras atividades ao ar livre.

Com um custo de 700 mil euros e uma comparticipação comunitária na ordem dos 85%, este projeto tem uma componente ecológica bem vincada, através da utilização dos recursos naturais e energias renováveis.

A presidente da CCDR Centro recordou que a obra foi possível porque existem fundos comunitários. “Afinal, pertencer à Europa traz muitas vezes desafios mas também temos algo único que é a solidariedade dos mais ricos com aqueles que estão ainda a fazer um caminho de desenvolvimento”, disse Ana Abrunhosa.

Frisou que no âmbito do programa operacional que gere os fundos comunitários na região centro fizeram uma opção quando estavam a negociar o Portugal 2020, que era ter um eixo importante em termos de “recursos para a política de cidades”. “Aqui a opção justificava-se porque na região centro temos 100 municípios que são conhecidos por ter uma rede polinuclear de cidades em que equilibram relativamente bem”, explicou, acrescentando que colocaram uma dotação de cerca de 300 milhões de Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) para projetos de política de cidade.

“A negociação com Caldas correu bem porque apresentou um plano estratégico muito interessante e foi aprovado politicamente por unanimidade”, adiantou Ana Abrunhosa.

O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, recordou que é primeira fase do projeto Abraço Verde e que tem como “propósito criar condições de acolhimento para as pessoas que queiram ter um espaço alternativo ao Parque e à Mata para a sua vivência”.

Com uma componente ecológica bem vincada, “este projeto aposta nas energias renováveis e dota a cidade de um Parque Urbano dinâmico e acessível a toda a população, possibilitando a todas as faixas etárias equipamentos de lazer”. Destacou o facto de ser a primeira obra da PEDU que é inaugurada no centro e no âmbito da candidatura do 2020. “O município das Caldas da Rainha apesar das suas limitações e dificuldades conseguiu fazer um esforço no sentido de ser o primeiro a inaugurar uma obra de relevância em cem municípios do centro”, sublinhou o autarca.

Referiu que Caldas é o segundo núcleo urbano do distrito de Leiria e o mais “relevante da região Oeste”, por isso a necessidade de estar “na linha da frente na requalificação de espaços públicos”.

Este projeto permitiu também a requalificação do bairro adjacente – Bairro dos Arneiros. Por isso, Tinta Ferreira fez questão de ter a presença do presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, Abílio Camacho, que esteve hospitalizado até ao dia 25 de julho.

Elogiou o caminho de Abílio Camacho, que termina nestas eleições autárquicas o seu mandato de 16 anos à frente da Junta de Freguesia. “Contribuiu muito para o desenvolvimento e crescimento desta freguesia e tomou a iniciativa de terminar a sua missão de serviço público”, disse Tinta Ferreira, que em nome das Caldas da Rainha agradeceu a Abílio Camacho “tudo que fez em prol da freguesia”.

Esta cerimónia inaugural focou marcada pelos agradecimentos, onde o presidente da Câmara também destacou o trabalho do vereador do desporto, Alberto Pereira, cujo mandato de quatro anos na autarquia termina a 1 de outubro com as eleições autárquicas. “Também ele tomou a iniciativa de afastar-se mas fez muito bem o seu trabalho nomeadamente nesta obra, onde equilibrou as dificuldades para conseguirmos inaugurá-la hoje”, indicou.

Elogiou também a chefe de gabinete, Ana Paula Neves, a empresa caldense Nuno Roque, que fez a obra e Pedro Mendonça, arquiteto, autor do projeto inovador que altera radicalmente a imagem daquela zona da cidade.

Carácter unificador a todos os equipamentos

O vereador do desporto despede-se com orgulho deste novo espaço criado para ser “usufruído pelas pessoas na prática de estilos de vida saudáveis”.

A ideia do Abraço Verde foi, segundo o autarca, dar “um carácter unificador” a todos os equipamentos que “aqui temos, campo de rugby, piscinas, complexo de ténis, entre outros, que são diariamente ocupados por centenas de jovens, associações e clubes das várias modalidades”.

“Era uma ambição antiga da autarquia e que não se esgota nesta primeira fase da intervenção”, disse o vereador, acrescentando que “mais tarde mais fases de obra acontecerão, como o campo de futebol de sete, balneários novos, bancadas no campo Luís Duarte, requalificação da pista de atletismo, ampliação do complexo do ténis e construção do pórtico sul (entrada norte junto às piscinas municipais)”.

Alberto Pereira destacou que a torre é “provocadora”, porque vai “haver pessoas que gostam e outras que não gostam” mas o mais importante é “que se fale dela e que seja um elemento de atração”.

Reforçou a componente de lazer do Complexo Desportivo Municipal, que tem um conjunto de equipamento para a prática desportiva relevante mas que não tinha até ao momento muitos espaços de acolhimento e de estar para os mais novos que podem frequentar o Parque Infantil quer dos seniores, que tem um conjunto de equipamentos de lazer e prática física, quer de todos que podem beneficiar deste espaço.

Com uma componente ecológica bem vincada, “este projeto pretende responder à necessidade de contribuir para o incremento da qualidade de vida da população local, nomeadamente do bairro adjacente – Bairro dos Arneiros – apostar na qualidade estética, na valorização da utilização dos recursos naturais e energias renováveis e dotar a cidade de um Parque Urbano dinâmico e acessível a toda a população, promovendo, em todas as faixas etárias, o contacto com a natureza”.

Abílio Camacho elogiou o Parque Urbano “Abraço Verde” que foi “uma obra que muito lutei para que se concretizasse” apesar “das críticas de que não gostava de espaços verdes”.

Após os discursos iniciais e o descerramento da placa inaugural, seguiu-se uma visita ao Parque Urbano “Abraço Verde” e no final decorreu um momento de convívio com porco no espeto na cafetaria e esplanada.

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