“Isto não afetou nada aquilo que são as sete praias de bandeira azul e as onze praias de água dourada do concelho de Peniche. Todas elas estão impecáveis e em grande forma. Os impactos do derrame são muito localizados em dois pontos na parte norte da marginal de Peniche. Por isso, não tem influência no turismo”, manifestou António José Correia.
A intervenção está a ser coordenada pela autoridade marítima e a Câmara tem disponibilizado os meios necessários para minimizar os impactos nas praias do Abalo (que não tem uso balnear e é só utilizada por pescadores) e do Porto da Areia Norte (de pequena extensão e tornada conhecida por ser uma praia para cães), que foram interditas durante alguns dias.
A capitania do porto de Peniche estima em cerca de três toneladas a quantidade de nafta que no passado dia 6 foi derramada pela Plastimar, devido a uma rotura de um encanamento de fuelóleo dos tanques que alimenta as caldeiras das instalações fabris.
“A empresa tem estado a assumir uma atitude colaborativa no sentido da minimização de danos. O sistema de drenagem pluvial das instalações da fábrica, que transportou as escorrências de nafta, está bloqueado. No âmbito do conceito poluidor-pagador, as diversas entidades que têm competências na matéria hão de dizer os prejuízos e o Ministério Público determinará as responsabilidades”, indicou António José Correia.
O assunto chegou até à Assembleia da República através do deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, que entregou uma pergunta em que questiona o Governo de que forma está o Ministério do Ambiente a acompanhar este “grave atentado ambiental”.



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