O protocolo, que surge no âmbito do Grupo de Trabalho Intermunicipal das Bibliotecas Municipais da Região Oeste recentemente formado e que ficará responsável pelo funcionamento da rede, tem como objetivo melhorar o serviço prestado, bem como a qualificação dos serviços das bibliotecas públicas, através de ações de disponibilização e atualização dos diferentes recursos e serviços, de forma cooperativa, articulada e em rede. Ainda visa consolidar públicos existentes e atrair novos utilizadores com interesses e necessidades diferenciadas.
O acordo estabelece também que as doze entidades têm de trabalhar em conjunto no desenvolvimento de serviços em rede, contribuindo assim para a prestação de um serviço público de qualidade e promotor da identidade regional. Além disso, vai dar origem e continuidade à organização e gestão de projetos de intervenção e cooperação na área das bibliotecas.
Outra das finalidades do protocolo de cooperação é promover, em parceria com outras entidades, a inclusão social e o incremento do conhecimento em todas as áreas do saber, oferecendo recursos e serviços.
Para Silvestre Lacerda, diretor geral da DGLAB, “este protocolo é formalização de um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido há pelo menos dez anos”. Aliás, afirmou que é uma das “formas mais simples de levar à reinvenção das bibliotecas públicas e destas, por sua vez, estarem mais próximas do cidadão e do mundo”, sem esquecer, a troca de experiências e realidades daquilo que se faz noutras localidades.
Por outro lado, o responsável reforçou a ideia de que “a leitura presencial é hoje cada vez mais uma leitura sobretudo na Internet”. Como tal, alertou para a importância da criação de sinergias bem como o trabalho em rede.
O diretor geral da DGLAB manifestou que as “bibliotecas continuam a ser fundamentais, e as pessoas que trabalham nelas também, pois não é possível criar serviços e desenvolver trabalho sem existirem espaços físicos”.
Destacou igualmente o esforço do Estado no investimento de cerca de 250 milhões de euros que fez há trinta anos na construção de bibliotecas públicas, “um pouco por todo o país”.
Para Pedro Folgado, presidente da OesteCIM, “as bibliotecas precisam de ser reinventadas, pois com as novas tecnologias e a era digital muitas das pessoas acabam por não se deslocar às bibliotecas”. “Este grupo vai dar a volta a esta questão”.




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