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Hepatite A – Desmistificar

Enf. Miguel Miguel

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A Hepatite A tem sido tema na comunicação social, pela existência de um surto da doença em Portugal. Importa saber como se transmite, não só para prevenir a infeção como para desmistificar alguns factos que a comunicação social não soube esclarecer, levando a opinião pública a associar a Hepatite A a determinados grupos de risco, o que é errado. Mais que grupos de risco, qualquer doença deve ser associada a comportamentos de risco e esses sim devem ser evitados por forma a prevenir a sua transmissão.
Enf. Miguel Miguel

O vírus da Hepatite A (VHA) entra no organismo através do aparelho digestivo e multiplica-se no fígado, causando neste órgão a inflamação denominada hepatite A. Esta doença cura-se rapidamente na maioria dos casos (ao fim de cerca de três semanas) sem necessitar de internamento hospitalar ou de um tratamento específico e sem deixar vestígios. Após a cura, o vírus desaparece e surgem anticorpos protetores que impedem uma nova infeção, por isso, não existem portadores crónicos.

Náuseas, febre, falta de apetite, fadiga, diarreia e icterícia são os sintomas mais comuns que, consoante a reação do organismo, podem manifestar-se durante um mês. De início, a doença pode ser confundida com uma gripe, uma vez que esta também provoca febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e inflamação dos olhos mas, as dúvidas desfazem-se quando a pele e os olhos ficam amarelados, sinal de icterícia.

O VHA transmite-se, geralmente, através da ingestão de alimentos ou de água contaminados por matérias fecais contendo o vírus. Também a transmissão por via sexual pode ocorrer e parece ser esta a via de transmissão que está na origem do surto de Hepatite A em Portugal. Tal deve-se a comportamentos de risco como o não uso do preservativo numa relação sexual anal, ficando o indivíduo exposto à matéria fecal do parceiro e consequentemente a sua infeção.

A prevenção em termos individuais, passa por manter hábitos de higiene elementares e, em termos coletivos, a continuação da aposta na melhoria das condições sanitárias e na educação. O contacto com pessoas infetadas é também um fator de risco, sendo necessário redobrar os cuidados durante o período infecioso e lavar a louça a altas temperaturas, não utilizar a mesma sanita, não partilhar a mesma cama e ponderar os contactos sexuais, evitando o sexo oro-anal e usando preservativo no caso da penetração anal.

A vacina contra a hepatite A é obtida a partir do vírus inativo, é bastante eficaz e não tem quaisquer contraindicações. Só pode ser administrada mediante prescrição médica e principalmente a pessoas que vão viajar para países pouco desenvolvidos.

A DGS está a acompanhar a evolução deste surto e importa reforçar a adoção de medidas de proteção individual evitando ao máximo os comportamentos de risco. Visto a via de transmissão neste surto ser a via sexual, o uso do preservativo é obrigatório na prática sexual em especial no sexo anal. Lembre-se que mais vale prevenir e para prevenir é preciso conhecer!

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