PCP acusa empresas das Caldas de praticarem precariedade laboral

Marlene Sousa

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“Chamar atenção à população para a realidade da precariedade laboral que se vive nas Caldas por parte do Centro Hospitalar do Oeste e de algumas empresas, como a Schaeffler, Promol e o call center e outras do setor cerâmico que têm trabalhadores com vínculo precário contratados por empresas de trabalho temporário”, foi, segundo Vítor Fernandes, do PCP das Caldas da Rainha, o objetivo do debate que decorreu no passado dia 24, no Salão Nobre da União de Freguesias Caldas da Rainha, Nª Sra do Populo, Coto e S. Gregório.
Debate nas Caldas com a presença de Diogo Correia, membro do Comité Central do PCP

A sessão, que contou com a presença de Diogo Correia, membro do Comité Central do PCP decorreu no âmbito da segunda fase da campanha “Mais direitos, mais futuro. Não à precariedade”, no distrito de Leiria.

Foi um debate com a presença de vários jovens que fizeram questões sobre como se podiam organizar para lutar contra o flagelo da precariedade laboral que atinge em Portugal mais 1,2 milhões de trabalhadores.

De acordo com Diogo Correia, “é um flagelo que atinge a generalidade da população, já não é um problema de jovens, afeta todas as faixas etárias e não há praticamente nenhuma família hoje em dia que não tenha no seu agregado familiar um elemento ou mais em situação precária com baixos salários”. “A precariedade arrasta consigo outras injustiças como a política de baixos salários, horários de trabalho completamente desumanos, pressão psicológica e repressão do exercício de direitos laborais e sindicais”, afirmou.

Segundo Diogo Correia, neste momento já há um levantamento feito pelo Estado sobre esta matéria e há um compromisso por parte do Governo com o PCP e com outros partidos no sentido de dar combate a este flagelo. “Também passa pela alteração à legislação, nomeadamente à revogação das normas gravosas do código de trabalho que foram sendo introduzidas e agravadas nomeadamente pelo último Governo”, adiantou, apresentando perante o público presente propostas e estimulando a “unidade e luta pelos direitos e por condições de trabalho”.

Diogo Correia defende ainda a contratação coletiva com eliminação da caducidade, o fim da utilização dos contratos emprego de inserção e ainda mais estágios profissionais para suprir necessidades permanentes das empresas”.

Acredita que há todas as condições para aumentar os salários, revelando que continuam a debater a questão dos” 600 euros de salário mínimo nacional”.

O comunista considera a precariedade um verdadeiro flagelo social, em que “milhares de trabalhadores que estão há anos numa empresa se interrogam porque não têm direito a ter um contrato de trabalho efetivo, direitos laborais e estabilidade profissional”.

A campanha decorreu também em Peniche, Bombarral e no Leiria Shopping, onde segundo os comunistas, “se concentram lojas de grandes grupos económicos e multinacionais que com lucros fabulosos, e contam-se às centenas os trabalhadores, na sua maioria jovens, que ocupam posto de trabalho efetivo por via de vínculos de trabalho precário”.

Uma exposição contra a precariedade estará patente na Marinha Grande, entre 15 de maio e 3 de junho, encerrando a campanha.

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