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Dia dos Namorados é uma ótima desculpa para fazer algo diferente a dois

Marlene Sousa

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O Dia dos Namorados ou dia de São Valentim, que se celebra a 14 de fevereiro, está a chegar. É um dia para celebrar o amor e uma ótima desculpa para fazer algo diferente a dois. Eva Duarte, psicóloga e sexóloga, responsável pelo consultório “Sinapsis”, de sexologia e psicologia clínica, nas Caldas da Rainha, deu ao JORNAL DAS CALDAS ideias criativas e surpreendentes para comemorar o dia dos namorados e fortalecer a relação.
A sexóloga Eva Duarte aconselha a fazer algo divertido e fora do comum

Dia dos namorados: Comemorar ou não? Segundo a psicóloga, não há nenhuma maneira certa ou errada para um casal celebrar o seu amor. Considera que deve ser algo pessoal e que represente os verdadeiros sentimentos.

“Por vezes estas comemorações podem-se tornar mais uma obrigação social e, nesse caso, o melhor é ser sincero e desmascarar algo que não faz sentido ser celebrado”, refere. Se, por outro lado, o dia dos namorados for uma data significativa, “creio que deve ser comemorado por todos aqueles que o queiram fazer”.

Para que o dia de São Valentim seja especial, a investigadora no campo da sexualidade aconselha a fazer algo “divertido e fora do comum”. “Um dos fatores mais interessantes do dia dos namorados é que permite a criação de memórias em conjunto, ou seja, por implicar uma comemoração que usualmente foge à rotina acaba por fazer com que esses momentos fiquem guardados na memória daqueles que os vivenciaram”, aponta. Eva Duarte já contactou com casais que decidiram fugir à norma e escolheram “partilhar outro tipo de experiências neste dia como desportos radicais, uma tarde na feira popular, tatuagens, a adoção de um animal abandonado, entre outros”. “O mais importante foi mesmo terem encontrado algo para fazer em conjunto que, de certo modo, enriqueceu a sua relação”, adianta a psicóloga.

Alguns momentos românticos de um casal surgem “muitas vezes de algo inesperado e são momentos que podem ser únicos”, sublinha.

No dia dos namorados a comemoração da maioria dos casais é sair de casa para almoçar ou jantar fora encontrando muitas vezes restaurantes lotados com filas de espera. Segundo a sexóloga, o melhor é mesmo “evitar o stress”. Sugere um jantar em casa “porque permite estar num ambiente confortável e cozinhar algo em conjunto”. No entanto, destaca que a “decisão depende do casal e o importante mesmo é viver momentos ao lado do seu amor”.

Eva Duarte considera que houve nos últimos anos um aumento de divórcios principalmente porque “existe mais liberdade para os concretizar”. “Até há pouco tempo ainda mantínhamos a ideia de que os casamentos eram para sempre, o mito do “até que a morte nos separe”, e muitos casais viam-se obrigados a manter este contrato mesmo quando a relação já não fazia sentido. Neste contexto o divórcio era visto quase como um falhanço ou humilhação”, explica. “É necessário ser sincero e admitir que há relações que têm um fim e devem ser terminadas. Nem todas as histórias têm um final feliz”, adianta.

É possível ter um casamento feliz sem sexo?

Para a investigadora em sexualidade é importante um casal quebrar a rotina quando esta é sentida “como algo prejudicial ou negativo, principalmente no que se refere ao sexo”. “Existem imensas formas de o fazer e só as pessoas envolvidas saberão qual a melhor solução. Para além das habituais saídas românticas que incluem jantar à luz das velas e passeio à beira mar, há quem prefira ir a um clube de strip ou a uma noite temática de “bondage”. Mais uma vez, tudo depende das preferências e dos gostos do casal”, indica.

“Há relacionamentos saudáveis e funcionais em que o sexo é essencial, outros em que é um fator secundário, outros em que provavelmente não existe”, descreve, acrescentando que “a ideia comum de que todas as pessoas precisam desta componente na sua vida é errada”. “Por outro lado, a importância atribuída ao sexo é algo que muitas vezes vai mudando ao longo do próprio relacionamento e que deve ser reavaliada sempre que surgir a oportunidade”, adianta.

Eva Duarte acredita que é possível ter um casamento feliz sem sexo, desde que tal seja consensual. No entanto, o que acontece na grande maioria das vezes é que “os problemas emocionais e comunicacionais dos casais se começam a refletir na sua sexualidade, o que gera afastamento e desinteresse”.

Como é que um casal junto há vários anos consegue manter a chama acesa? Para a psicóloga, “a empatia, cumplicidade e proximidade são elementos essenciais para manter essa chama acesa, e todos eles assentam na comunicação”.

Diz que para motivar uma relação saudável é “necessário conversar sobre o que acontece, o que se quer, as dúvidas e medos que vão surgindo, as certezas que podem não o ser, as indecisões e inseguranças. Tudo isto influencia a relação e esta, por sua vez, repercute-se na própria sexualidade”.

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